China envia lutadores de artes marciais e alpinistas para fronteira com Índia

A China reforçou as tropas junto à fronteira com a Índia com alpinistas e lutadores de artes marciais, pouco tempo depois de um confronto mortal, segundo o Jornal de Notícias

Em meados de Junho, as tropas dos dois gigantes asiáticos envolveram- se em violentos confrontos, no vale de Galwan, no Oeste dos Himalaias, que resultaram na morte de 20 militares indianos.

A China não confirmou se houve baixas entre as suas fileiras, em resultado daquele que foi o pior confronto entre os gigantes asiáticos desde 1962. Segundo o jornal chinês “Diário da Defesa”, um jornal militar oficial, cinco novas divisões da milícia, incluindo lutadores de artes marciais mistas e alpinistas que participaram na equipa que transportou a Tocha Olímpica ao topo do Everest, foram mobilizados.

O canal de televisão nacional CCTV divulgou imagens de centenas de soldados em formatura na capital do Tibete, na região próxima da fronteira com a Índia. O envio das milícias, incluindo os elementos de artes marciais mistas, “vai melhorar muito a organização e a força de mobilização” das tropas bem como a sua “velocidade de resposta”, referiu Wang Haijiang, comandante da zona regional militar.

Os milicianos foram recrutados para “fortalecer a fronteira”, sublinha o jornal, num artigo publicado na semana passada na rede social WeChat, segundo avança a agência France-Presse, não estabelecendo nenhuma relação direta entre este reforço de presença junto à fronteira e as tensões com a Índia.

Tensão sobre territórios

A China reivindica cerca de 90 mil quilómetros quadrados de território no nordeste da Índia. A Índia diz que a China ocupa 38 mil quilómetros quadrados de território no planalto de Aksai Chin, na região dos Himalaias, uma parte contígua da região de Ladakh.

A Índia declarou unilateralmente Ladakh um território federal em Agosto de 2019. A China foi dos poucos países a condenar fortemente a medida, referindo-a em fóruns internacionais, incluindo no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A ONU instou os dois lados a “exercerem máxima contenção”.

error: Content is protected !!