É só conversa?

Então, vejamos, as coisas pelos lados da IURD estão a ficar muito feias. Na semana passada, os angolanos que se revoltaram acusaram a “liderança brasileira” de ter tentado reaver o património tomado, nomeadamente templos, pela via da força, usando, para isso, segundo disseram, vários cidadãos contratados para empregarem a força. Eles, os angolanos, filmaram, inclusive, a entrada num carro da Polícia e a apresentação na esquadra de um pastor brasileiro.

Os angolanos alegam ter havido intenção de atentar contra as suas vidas. É caso de justiça, claramente.

Entretanto, as coisas começam a ganhar mais “sumo”, digamos que as ameaças de morte começam a ser reais com os pronunciamentos brasileiros, incluindo o líder mundial da denominação religiosa, prometendo que os angolanos descerão à sepultura mais cedo do que esperam.

Dito isto, ou o Governo angolano começa seriamente a preocupar-se e a proteger estes cidadãos, ou não ficará isento de culpas se alguma coisa de mal acontecer a alguns deles.

Toda agente sabe o perigo que é a ameaça de morte feita por um líder religioso, toda a gente sabe que palavras destas podem ser o gatilho para que um seguidor mais fervoroso as entenda como uma ordem divina para agir. Toda a gente sabe do absurdo que já se matou em nome do Divino na história da humanidade.

Ainda não se sabe quantos fiéis conta cada lado, mas a verdade é que o valioso património da igreja não pode sair pela fronteira, nem de avião, nem escondido em pneus de viaturas. E não é pouco. E é, claramente, a razão da “guerra”. Vamos ver o que dará, mas o Estado deve proteger os seus cidadãos.

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