MPLA pede análise e separação na abordagem

Por seu lado, o Secretário para informação do MPLA, Albino Carlos, depois de apreciar o estudo, disse, a OPAÍS, ser preciso uma profunda análise do documento, dependendo dos contextos, objectivos, natureza da matéria em questão, grau de representatividade da amostra, público-alvo e outros elementos constitutivos de um estudo. 

Para Albino Carlos, o estudo trata de instituições de naturezas diferentes, a política, a religião e o poder tradicional. No segmento político, o responsável fez saber que o MPLA tem correspondido às expectativas e anseios do povo angolano, trabalhando arduamente no sentido de continuar a merecer o seu voto de confiança. 

Questionado sobre o que leva os cidadãos a não confiarem nos seus governantes e nas instituições públicas, o político respondeu que o espírito de cidadania dos angolanos está cada vez mais aprofundado e os níveis de exigência são maiores. 

Há, explicou, maior controlo da actuação política e maior sentido de participação dos cidadãos no processo de decisão política. 

“Há também a emergência de novos e distintos actores políticos e sociais no jogo político. A política é uma actividade nobre. Impõe-se resgatar essa mística. O MPLA continua imbuído do espírito de governar com o povo e para o povo”, frisou. 

Relativamente à avaliação da relação dos governantes com os governados, Albino Carlos explicou que em Angola regista-se um progressivo e patriótico amadurecimento da consciência política. 

Os governantes, frisou, têm vindo a assumir uma postura mais consentânea com os ditames da política, dedicando-se a este exercício com sentido de missão e de serviço. 

Segundo ainda o porta-voz do MPLA, já os níveis de consciência política dos cidadãos têm, manifestamente, subido de grau, a sociedade civil vai-se reorganizando, os meios de comunicação social e os outros poderes fiscalizadores do exercício da política vão desempenhando o seu papel. 

“O povo acredita cada vez mais no MPLA, porque somos um Partido comprometido com Angola e com o bem-estar do povo angolano”, notou. 

Reforçar a consciência cidadão 

Albino Carlos entende ser necessário reforçar, cada vez mais, a consciência cidadã e interventiva dos angolanos, consolidando as bases da democracia e da inclusão sócio- política. 

Para ele, há que incutir na mentalidade do povo o sentido de cidadania participativa, bem como o fortalecimento da sociedade civil e as suas organizações. 

Também disse que urge resgatar os princípios nobres da política, acrescentando igualmente que, sob a liderança do MPLA, está em curso uma profunda transformação política, consubstanciada no culto da cultura do exercício regular da prestação de contas e do aprofundamento da transparência na gestão da coisa pública, tendo em conta as melhores práticas da boa governança. “ 

Paralelamente, estão em marcha a reforma do Estado e da Justiça no sentido de garantir o pleno exercício dos direitos, garantias e liberdades fundamentais dos cidadãos”, apontou. 

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