“PIIM não foi concebido em função da densidade populacional de cada município do país”

O Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) não foi concebido tendo em conta a densidade populacional de cada um dos 164 municípios que compõem o país, de acordo com a secretária de Estado para a Administração do Território

A informação foi avançada no último fim-de-semana, na cidade do Lubango, na província da Huíla, pela secretária de Estado para a Administração do Território, quando falava por ocasião do primeiro ano de implementação do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Laurinda Cardoso disse mesmo que o referido processo não foi criado com base na densidade populacional de cada município.

Segundo a governante, “o surgimento do PIIM teve um processo de identificação das necessidades no local, dos municípios, os administradores municipais identificaram ideias, solucionaram os projectos e foi preciso estabelecer prioridade das prioridades”.

De acordo a secretária de Estado, as necessidades são inúmeras e não é possível solucioná-las ao mesmo tempo em todo o país.

Por esta razão, na visão da governante, depois deste processo foi necessário identificar as prioridades das prioridades.

“A orientação que nós tivemos, do ponto de vista da estratégia do PIIM, foi identificar os principais eixos dos projectos que integram a carteira PIIM, o sector social, a educação e saúde, as vias de comunicação e as infra-estruturas administrativas e autárquicas”, revelou.

Falando sobre as eleições autárquicas, Laurinda Cardoso especificou que elas não são eleições, mas um processo que deve ser entendido como forma de organização territorial.

Nos últimos tempos, apesar da situação sanitária que se vive no país, partidos na Oposição tem questionado o Executivo sobre a realização das eleições autárquicas, que esperam que se venham a realizar ainda este ano.

“Existe um limite relativamente àquilo que são as futuras autarquias locais, a convocação das eleições autárquicas locais depende da aprovação de todo o pacote legislativo autárquico” afirmou.

João Katombela, na Huíla

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