Carta do leitor: TPA e as lives

Por: Salviano Sacramento

A Televisão Pública de ANGOLA está a mostrar, em tempos de Covid-19 que é a televisão de todos os angolanos. Ajustou a sua grelha de programação ao contexto de pandemia, quando algumas televisões saíram de férias.

Cumpre com a sua missão de informar e ainda lhe sobra tempo para aos domingos entreter os angolanos e ajudar os que mais precisam, numa prova que afinal sabe fazer e oferecer serviço público de qualidade.

A Live no Kubico é prova inequívoca de que na TPA há gente que sabe o que está lá a fazer. Criaram um conteúdo ímpar, com custo quase zero e alcançam resultados imensuráveis.

A Live 3 Gerações do Semba é a prova inequívoca de que é possível fazer-se bonito com pouco, usando o talento dos seus melhores profissionais.

Nos tempos idos, este mesmo show, feito em Portugal, custaria milhões de dólares, se fossem entregues aos mesmos de sempre.

A Live 3 Gerações do Semba, um conteúdo de excelência, foi conseguida recorrendo a patrocinadores e não custou mais de 30 mil euros.

Em tempos idos, alguém aproveitaria para fazer fortuna. Desde que a TPA começou a fazer live’s, tem um custo quase zero de produção por conseguir apoios que pagam os custos do show.

A TPA conseguiu desse modo, entreter o público, dar trabalho aos músicos, instrumentistas e mais que isso, arrecadar mais de 300 toneladas de cestas básicas que têm sido distribuídas em todo o país.

É a confirmação de que não são necessários milhões de dólares, nem de facturas bilionárias em kwanzas que iam cair depois nos bolsos e nas contas de alguns chico espertos.

Fica claro que afinal era possível fazer coisas boas sem roubar descaradamente os cofres do Estado. O que a TPA precisa mesmo é de investimento tecnológico e valorização dos seus melhores quadros.

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