Cinco startups angolanas são agraciadas hoje com financiamento de USD 10 mil pela Embaixada dos EUA

Segundo a coordenadora do programa de Inglês e empreendedorismos da Embaixada dos EUA em Angola, Eliete Mendes, todos os participantes saíram do projecto com um pequeno benefício em prol dos seus negócios

O concurso “Quem Quer Ser Empreendedor (QQSE) é promovido pela Embaixada dos Estados e implementado pelos parceiros Acelera Angola e a IdeiaLab.

Os cinco projectos contemplados de hoje saem entre 23 candidatos escolhidos de uma longa lista de propostas com mais de 700 startups.

Serão seleccionadas cinco startups como vencedoras, recebendo, cada uma, o prémio equivalente a USD 10.000 (dez mil dólares americanos).

O processo de selecção começou em 2018 e todas as 50 propostas finais participantes no programa beneficiaram no mínimo de treinamento e correcções que, mesmo não chegando a financiamento, o know-how adquirido pode fazer a diferença nos planos de negócio.

Só na primeira fase, os selecionados beneficiaram de três meses e meio de formação, aperfeiçoando as ideias, os negócios, marketing e revisão das suas ideias e iniciativas tornando-as mais produtivas.

“Foi feita a formação em torno da transformação da ideia em negócio, as ferramentas necessárias em termos de gestão, promoção e marketing e inovação”, tendo sido, a seguir, submetidos a novo período de avaliação até à chegada da fase do segundo crivo.

O concurso teve um júri, mas o seu andamento foi “grandemente prejudicado pela pandemia da Covid-19”. Entretanto, ainda assim os resultados são satisfatórios.

Para participar no programa, o primeiro critério foi a idade (empreendedores jovens até 35 anos) e o género mantendo o “balance” apesar de neste quesito a participação ter ficado abaixo das expectativas.

Outra prioridade foi o facto de os negócios serem “pequenos com menos de dois anos de existência e baseados em boas ideias” e financeiramente viável. O concurso foi aberto ao país inteiro e, neste momento, há candidatos na final que não são de Luanda.

O programa não teve áreas de negócios específicas como prioridade, bastando que as propostas estivessem alinhadas com o programa do governo americano para a África, onde todas as indústrias do sector privado, de uma maneira geral, precisam de apoio e incentivo como suporte do desenvolvimento económico.

“Tivemos negócios completamente focados na área da tecnologia, nomeadamente a robótica, os agronegócios, negócios ao estilo familiar, prestação de serviços, negócios ecológicos, em suma abrimos as portas para todos e cada um lutou para manter-se no top da classificação”, referiu Eliete Mendes.

“Penso que mesmo aqueles que não recebem hoje os USD 10 mil devemos considerar vencedores, porque os conteúdos ministrados durante as fases de formação, assegurados pelos nossos parceiros, são caros e benéficos e acreditamos que os negócios dos participantes vão mudar de forma radical”, asseverou Eliete Mendes.

A coordenadora do programa de Inglês e empreendedorismos da Embaixada dos EUA em Angola revelou em exclusivo a OPAÍS que trata-se do primeiro programa do género e a sua continuidade está dependente do impacto e dos resultados da avaliação a ser feita pelo seu promotor, que é o governo americano através da sua representação diplomática em Angola.

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