Mais duas mortes de Covid-19 e casos sem vínculo epidemiológico sobem para 43

As autoridades sanitárias angolanas confirmaram mais oito novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, dos quais dois mortos, um do sexo feminino, de 48 anos, e outro do masculino, de 33 anos idade, perfazendo um total de 13 mortos, segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

O responsável, que falava na habitual conferência de imprensa de actualização dos dados da Covid, a partir do CIAM, em Luanda, disse que dos oito novos casos positivos, dois são de transmissão local e seis sem vínculo epidemiológico. Informou igualmente que dois dos casos são do sexo feminino e seis do sexo masculino, com as idades compreendidas entre os 14 e os 60 anos.

Franco Mufinda, secretário de Estado para a Saúde Pública, esclareceu que os dois casos que culminaram em óbito estavam internados nos centros de tratamento da Clínica Sagrada Esperança e da Zona Económica Especial.

“Tanto um, quanto o outro, tiveram um agravamento súbito no quadro respiratório que em pouco tempo evoluíram para óbito”, explicou. Com os oito casos positivos e dois óbitos, o quadro epidemiológico nas últimas 24 horas alterou-se e o número de casos confirmados subiu para 284 infectados, dos quais 43 sem vínculo epidemiológico e 13 resultaram em morte.

Por outro lado, 210 são casos de transmissão local, 93 recuperaram e 178 são casos activos, dos quais cinco requerem cuidados especiais e os restantes estão clinicamente estáveis nas unidades sanitárias de referência.

Franco Mufinda reiterou que continuam a trabalhar afincadamente em estudos de cadeias de transmissão através de ensaios comunitários serológicos em conglomerados, sobretudo olhando para alguns grupos de risco e também através de rastreio de doenças respiratórias agudas nos centros sentinela que são os hospitais de nível três.

“Situação da Covid-19 em Angola preocupa dia após dia”

Entretanto, Franco Mufinda, disse que se está a estabelecer o estudo de relação entre os casos para se poder desvendar as cadeias de transmissão. “Recordamos que a situação da Covid-19 em Angola preocupa e dia após dia, clama pela prudência de cada um de nós. Logo, não devemos recuar no cumprimento das medidas de bio-segurança. São essas medidas que acabam por constituir a chave do sucesso da prevenção e controlo dessa doença”, alertou.

Reiterou o uso da máscara, a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o acatamento das medidas contidas no decreto de calamidade, bem como o distanciamento físico e a não violação das cercas sanitárias. Recordou o não cumprimento de algumas pessoas da cerca sanitária do Hoji ya Henda, de onde alguns casos escaparam e despoletaram um processo sombrio que se está a viver hoje.

“Vamos aceitar, compatriotas, que a Covid-19 existe. Essa doença ensina a ser cada vez mais humildes, a fazer recursos a medidas básicas. É uma doença democrática e não escolhe ninguém, vem quando menos se espera e não depende de que tipo de a classe social as pessoas pertencem”, sublinhou.

Em relação às actividades laboratoriais, Mufinda fez saber que o país tem um acumulado, até ontem, de 25. 386 amostras recebidas, das quais 284 positivas e 19.252 negativas. O resto encontra-se em processamento. Nas últimas 24 horas, conseguimos processar 174 amostras, das quais oito foram positivas.

Um total de 1.322 pessoas estão em quarentena institucional, em todo o país, e foi atribuídas alta a 48 pessoas, sendo 36 na província de Luanda, Zaire, seis, Luanda-Norte, três, Bié, duas e Cabinda, uma. Há ainda 515 casos suspeitos investigados, enquanto os contactos sob investigação são 2.215 pessoas.

Mais de 58 mil testes serológicos da Abbot chegaram ao país

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, em igual período, 102 chamadas, das quais 11 foram de denúncias de violação das regras do estado de calamidade, três denúncias de casos suspeitos de Covid-19 e 88 pedidos de informação sobre o vírus.

O secretário de Estado para a Saúde Pública fez saber que ainda antes de ontem chegaram ao país um pouco mais de 58 mil testes serológicos da Abbot certificados pela Organização Mundial da Saúde para apoiar os estudos que estão a ser levados acabo no seio da comunidade para se encontrar evidências científicas da chamada transmissão comunitária.

Entretanto, continuam proceder à distribuição dos meios de bio-segurança e equipamentos hospitalares para aumentar cada vez mais a prontidão. Bem como a comunicação e informação no seio da comunidade com bastante envolvimento das lideranças religiosas e comunitárias no fito de aumentar a literacia em saúde.

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