Fillon e mulher recebem penas de prisão no caso dos “empregos falsos”

O ex-primeiro-ministro francês e a mulher foram condenados no caso dos “empregos falsos”. Fillon recebe pena de cinco anos, dois dos quais com prisão efectiva.

O ex-primeiro-ministro francês François Fillon e a mulher foram condenados no caso dos “empregos falsos”. Fillon, que chegou a estar bem posicionado na corrida presidencial de 2017, recebe pena de cinco anos, três dos quais com pena suspensa e dois com pena efectiva. A mulher recebe apenas pena suspensa, três anos, segundo a imprensa francesa.

Além das penas de prisão, das quais o casal vai recorrer, cada um deles foi multado em 375 mil euros. Para já, dado o recurso, Fillon não será levado para a prisão, mas o juiz não teve dúvidas em considerar que os pagamentos feitos à mulher foram “desproporcionais” em relação ao trabalho realizado.

“A senhora Fillon foi contratada para um cargo sem utilidade”, considera a sentença.

Fillon é um veterano da política francesa, foi primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy e chegou a receber a nomeação do partido republicano para as presidenciais.

No início de 2017, liderava de forma folgada as sondagens mas a revista satírica “Le Canard Enchaîné” revelou que Penelope Fillon, que tinha sido “assistente parlamentar” durante seis anos na década de 90 e nos anos 2000, nunca fez qualquer trabalho. Mas recebeu um total de 831 mil euros pelo emprego que lhe foi atribuído.

Além do casal, Marc Joulaud, sucessor de Fillon como deputado, também foi condenado a uma pena de prisão de três anos, com pena suspensa, tal como Penelope Fillon, que num período em que estava contratada nem sequer tinha endereço de e-mail nem passe de segurança para entrar e circular no parlamento.

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