Reitor da UKB quer mais cooperação com a Saúde para evitar constrangimentos para os estudantes

O reitor da Universidade Katyavala Bwila, Albano Ferreira, defende mais colaboração entre a sua instituição e o Ministério da Saúde, de modo a evitar os constrangimentos vividos por estudantes de medicina concorrentes a uma vaga neste sector, uma vez que se regista algum atraso na emissão de certificados, e que se estabeleça, por isso, uma relação baseada na confiança mútua

Centenas de jovens que concorrem a uma vaga no concurso público no sector da Saúde queixam- se da morosidade que se regista na emissão de certificados na UKB, facto que lhes estará a causar enormes constrangimentos em função das exigências do Ministério da Saúde.

Em declarações à imprensa, à margem da visita de avaliação às instalações das unidades orgânicas da sua instituição pelos deputados do círculo provincial, o reitor da UKB, reagindo às reclamações de estudantes, considerou complexo o processo de emissão do certificado.

Embora o tempo regulamentar seja de 90 dias prorrogáveis, de acordo com o responsável da IIª Região Académica, que compreende as províncias de Benguela e Cuanza-Sul, tal facto está dependente, além de condições internas ao nível da UKB, de instituições terceirizadas.

“Nós não podemos passar para um estudante um certificado numa folha A-4 simples, assinada pelo titular da instituição e, portanto, este processo leva tempo”, considera.

O responsável esclarece que o processo sofreu alguns constrangimentos decorrentes da situação que o país vive, alimentada pela pandemia da Covid-19, que obrigou a que o Presidente da República decretasse sucessivos estados de emergência, primeiro, e o de calamidade pública, logo a seguir.

“E as instituições estavam encerradas. Além da cerca sanitária de Luanda, não é possível, neste momento, nós garantirmos, para breve, a emissão de diplomas para estes estudantes”, disse.

Face ao cenário, o académico espera que haja da parte da estrutura da Saúde confiança e flexibilidade suficiente, no sentido de haver aproximação com a instituição que dirige, de maneira a que os jovens recém-formados possam ser inseridos na base da garantia de regularização a posteriori.

“Recebemos estudantes em audiência e já explicámos todo esse processo. Nós emitimos declaração da Área Académica, que certificam que eles estão à espera do certificado e que há um tempo limite para a validade (…)

Este é um documento credível, as instituições devem acreditar nisso e encontrar outras formas de certificação”, propõe.

Recentemente, o Ministério da Saúde, disse o responsável, enviou para a sua instituição uma lista de 68 pessoas cujos documentos neste caso, já são diplomas e certificados foram emitidos pela UKB e pedia que esta confirmasse a veracidade dos mesmos.

A UKB, por sua vez, já deu o ser parecer e deu entrada do dossier na área dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde. “Estamos a fazer esforços para partilhar esta informação com a Ordem dos Médicos em Benguela e com o Gabinete Provincial da Saúde”, promete.

Para se inverter o actual quadro de reclamações, fundamentalmente em época de concursos públicos para ingresso, Albano Ferreira sugere que o Ministério da Saúde, a partir da transição dos estudantes (de Medicina) do 5º para 6ª ano, se faça presente nas universidades, de modo a sensibilizar os estudantes para a carreira e os acompanhe e “confirme connosco, de facto, quem são aqueles que estarão ou não à espera de certificado, se não há credibilidade nos documentos que nós emitimos”, refere, argumentando que não há condições para emitir certificados em tempo relâmpago, como os estudantes pretendem.

Constantino Eduardo, em Benguela

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