Carta do Leitor: Uma juventude sem esperança

Por: Albino A. Fernandes

Caro director,

Eu tenho dito que a nossa juventude é muito inconsciente, não sei o que seria do nosso país se nas horas difíceis que passamos a juventude tivesse o mesmo comportamento da juventude de hoje. 

No outro tempo, os jovens deixaram as escolas para ir lutar pela Independência, sabiam que podiam morrer na guerra, mas tinham outra consciência, sabiam importar-se com os outros. 

Naquele tempo, os jovens foram também às campanhas do café e outras. Muitos alfabetizaram os adultos sem nada receber em troca. E sabiam respeitar os mais velhos, as ordens e as leis. Mas hoje há cada vez mais delinquentes que só pensam em si mesmos e no mesmo momento. 

Agora, com a pandemia, fiquei muito triste quando ouvi o sub-comissário da Polícia, Waldemar José, a dizer que a Polícia acabou com uma festa, elevou a serpentina e os populares ainda tentaram retirar a serpentina da esquadra. Isto é impossível, deviam ser todos presos. Tem de se pôr ordem. Com uma juventude assim, o país tem o futuro ameaçado. Nem sequer conseguem preservar a sua própria vida cumprindo as regras de convivência social próprias para parar a doença deste vírus assassino que anda por aí à solta. Eles nem entendem o perigo. 

É uma tristeza, mas na minha idade começo a ter poucas esperanças nos nossos jovens. 

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