Covid-19 mata dois, infecta 24 e permanece sem fonte de contágio em 49

Mais dois angolanos morreram por Covid-19 e 24 foram infectados foram detectados nas últimas 24 horas, dos quais seis sem vínculo epidemiológico, elevando a cifra para 49 casos. No entanto, 97 pessoas estão recuperados, disse, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Os casos de morte por Covid-19 têm aumentado todos os dias desde o início desta semana que está prestes a terminar. Só está semana foram registadas as mortes de sete pessoas, das quais duas ontem, somando já 7 o total.

Angola está há três dias consecutivos a registar mortes, tendo já um total de sete mortos. Entretanto, ontem, com mais duas pessoas que morreram, chegou-se ao total de 17 óbitos.

Em relação às duas pessoas que morreram, Franco Mufinda esclareceu que o primeiro se trata de um cidadão angolano de 67 anos de idade que esteve internado há poucos dias na Clínica Girassol, em estado crítico. O mesmo tinha outras doenças de base, como a hipertensão arterial e diabetes.

Já o segundo cidadão, igualmente angolano, de 54 anos de idade, morreu no Hospital Militar. Por ser uma pessoa com diabetes, de acordo com o secretário, teve assistência médica logo à entrada, mas, infelizmente, teve a morte.

O governante, que falava no habitual balanço diário sobre a pandemia no país, no CIAM, em Luanda, esclareceu que dos 24 casos positivos, 18 são de transmissão local, relacionados com casos já existentes, e seis sem vínculo epidemiológico.

Entretanto, disse que as idades dos contagiados variam dos 10 aos 69 anos, dos quais 15 são do sexo feminino e nove do sexo masculino.

Em Luanda, o epicentro da doença, os municípios mais afectado são os da Maianga, Belas, Samba, Talatona e Ingombota.

Assim sendo, a estatística aponta para 49 casos positivos sem vínculo epidemiológico.

“Apelamos uma vez mais à revisão da nossa conduta no cumprimento das medidas de prevenção, o uso da máscara, a lavagem frequente das mãos, o distanciamento físico ou até social”, apelou Mufinda. Acrescentou de seguida: “a não violação das cercas sanitárias e, sobretudo, o acatamento das medidas contidas no Decreto sobre Calamidade Pública”.

Reiterou, por outro lado, a necessidade de se repensar as condutas e atitudes de risco que expõem cada vez mais as pessoas, “uma vez que esta doença mata. Infelizmente, há tês três dias consecutivos que se vai reportando óbitos”.

“E chamamos aqui a consciência de cada um para revisão destas medidas, das nossas atitudes, e evitar a exposição. Vamos rever o cumprimento das medidas de prevenção que são atitudes menores”, alertou.

Angola com 315 infectados com Covid-19

Com estes casos, o país tem um total de 315 infectados, dos quais 229 foram contaminados dentro do território nacional. Os dados da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 apontam que 17 pessoas perderam a vida, 97 conseguiram recuperar e há 201 que estão activos e a beneficiar de assistência médica.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, nas últimas 24 horas, 102 chamadas, das quais três denúncias de violação do estado de calamidade e 98 relacionadas com pedidos de informação sobre a Covid-19.

Em relação ao laboratório, Franco Mufinda fez saber que o país tem um cumulativo, até a data presente, de 26.567 amostras recebidas, das quais 315 positivas, 20.265 negativas, sendo que as restantes encontram-se em processamento.

Mais de 400 amostras processadas em 24 horas

“Nas últimas 24 horas conseguimos processar 436 amostras, sendo 24 positivas”, frisou. Por outro lado, Franco Mufinda disse que se encontram a observar a quarentena institucional em todo o país 1.322 pessoas, sendo que 49 pessoas receberam alta nas últimas 24horas, das quais 38 na província em Luanda, quatro em cada uma das províncias de Malanje e Huíla, ao passo que no Bié, Huambo e Moxico foi uma em cada.

Fez saber que os casos suspeitos investigados são 515, enquanto os contactos sob investigação são 2.215 pessoas.

O secretário de Estado para a Saúde Pública disse que ontem deram início a um trabalho de comunicação que visa a educação das comunidades com a inclusão de lideranças juvenis no seio das comunidades na província de Luanda. Com essa actividade, pretendem massificar a divulgação de mensagens curtas e concisas para levar as pessoas a prevenir-se cada vez mais da contaminação por Covid-19.

Entre as actividades realizadas noutras províncias no âmbito da prevenção e combate à Covid-19, disse que prosseguem as formações em matérias de prevenção, a distribuição dos materiais de bio-segurança e equipamentos hospitalares.

Franco Mufinda salientou que a prevenção da Covid-19 é de responsabilidade individual e colectiva.

De recordar que o novo Coronavírus (SARS-CoV), responsável pela pandemia da Covid-19, surgiu na China em Dezembro em 2019. O surto espalhou-se pelo mundo e já vitimou centenas de milhares de pessoas.

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