EUA têm dados para apoiar ‘conluio’ da Rússia com Talibã, afirma NYT, contrário ao Pentágono

Jornal norte-americano continua a defender que a Rússia esteve envolvida na morte de militares dos EUA no Afeganistão, mas há forte discórdia na política estadunidense sobre o assunto.

As afirmações da comunidade de inteligência dos EUA de que a Rússia oferecia recompensas pela morte de soldados norte-americanos no Afeganistão são alegadamente apoiadas por dados obtidos que mostram transferências financeiras da Direcção Principal de Inteligência da Rússia (GRU, na sigla em russo) para uma conta vinculada ao Talibã, relata o jornal New York Times, que cita três funcionários anónimos familiarizados com o assunto.

Segundo o relatório de Terça-feira (30), especialistas norte-americanos concluíram, com base em outras informações, que as transferências provavelmente faziam parte de um programa de recompensa.

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou em anexo a um tweet nesta Quarta-feira (1º) que não há “provas corroborantes neste momento para validar as recentes alegações de actividades malignas por parte de pessoal russo contra as forças norte-americanas no Afeganistão”, mas que leva a sério tais ameaças.

Quero assegurar a todos os nossos membros de serviço que levamos a sério toda e qualquer ameaça potencial contra o pessoal militar dos Estados Unidos.

No início da Terça-feira (30), a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, declarou que o vazamento de informações classificadas no relatório do NYT prejudica a capacidade dos Estados Unidos de colectar informações e, provavelmente, significará que a comunidade de inteligência dos EUA não chegará a um consenso para verificar as informações.

A senadora republicana Joni Ernst afirmou durante uma entrevista colectiva no início do dia 30 que o briefing que ela e outros legisladores receberam das autoridades de inteligência dos EUA a respeito das alegações não mostrou nenhuma corroboração.

O deputado democrata Adam Schiff pontuou ao diário Wall Street Journal que uma das agências de inteligência dos EUA tem uma visão diferente e provas para contestar as acusações.

Na Sexta-feira (26), o NYT publicou um artigo, citando oficiais de inteligência anónimos, sobre o presidente Donald Trump ter recebido um relatório de inteligência, que alegava que a Rússia poderia ter pagado recompensas a militantes ligados ao Talibã para assassinar soldados dos EUA e da coalizão no Afeganistão.

No início da Terça-feira (30), o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, declarou que as alegações têm o objectivo de interromper a cooperação entre a Rússia e os Estados Unidos.

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