Irão acusa EUA de violarem direito internacional ao reimporem sanções

Não obstante o acordo internacional assinado por todos os países do Conselho de Segurança, os EUA estão dispostos a reimpôr sanções ao Irão.

“A retirada unilateral e ilegal dos EUA do Plano de Acção Conjunto Global [JCPOA, na sigla em inglês] e a reimposição das sanções implica uma responsabilidade dos EUA relativamente à Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, à Carta da ONU e […] ao direito internacional”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irão, Mohammad Javad Zarif.

Adicionou que o calendário de levantamento do embargo de armas contra o Irão, estabelecido na Resolução 2231, é “parte inalienável de um delicado compromisso que permitiu aos membros do JCPOA finalmente acordar um pacote comum do JCPOA e a Resolução 2231”, recordando que a resolução exige a sua “implementação completa segundo o calendário”.

Neste contexto, o chefe da diplomacia iraniana enfatizou que “qualquer tentativa de alterar o calendário acordado equivale a esforços para minar a Resolução 2231 em geral” e apelou ao Conselho de Segurança para evitar que o acordo seja violado.

Teerão também deixou claro que não tolerará as tentativas dos EUA de destruir o acordo nuclear e que responderá a qualquer acção, afirmou o presidente iraniano, Hassan Rouhani.

“Se os EUA quiserem aplicar novamente um golpe político no JCPOA, então eles devem saber que o Irão não tolerará isso e mostrará acções decisivas em resposta”, afirmou Rouhani.

Na semana passada, os EUA apresentaram no Conselho de Segurança da ONU um projecto de resolução para prolongar o embargo de armas contra o Irão. Além disso, Washington tenta fazer de tudo para impedir que Teerão compre armas à Rússia e à China. Em Julho de 2015, Irão, Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha, firmaram um acordo também conhecido como o JCPOA, que impôs uma série de limitações ao programa nuclear iraniano com o objectivo de excluir a sua possível dimensão militar, em troca do levantamento das sanções internacionais.

O acordo também prevê que o embargo de armas contra o Irão seja levantado dentro de cinco anos após a assinatura e que os suprimentos militares possam ser retomados antecipadamente caso seja autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU.

error: Content is protected !!