Movimento aeronáutico regista queda de mais de 80%

Apesar do quadro marcado pela redução de movimento de aeronaves, tendo em conta a pandemia da Covid-19, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, lançou outros desafios para a mais nova Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENNA-EP), que completou um ano de existência, ontem, 1 de Julho

O ministro revelou que antes da Covid-19 o movimento mensal de aeronaves cifrava-se em 4.477 (quatro mil, quatrocentos e setenta e sete), ao passo que nos últimos meses houve uma redução para 693 (seiscentos e noventa e três), representando uma diminuição de 3.784 (três mil, setecentos e oitenta e quatro), uma redução na ordem de 83%. 

Ricardo de Abreu disse que a ENNA tem outros desafios importantes no processo de dar corpo a uma nova entidade “relacionados com a implementação efectiva do Programa de Gestão e Controlo do Espaço Aéreo Civil de Angola, também conhecido por PGCEAC”, citou. 

O ministro realçou que a cisão da ENANA-EP deu lugar à constituição da ENNA-EP e a da criação da Sociedade Nacional de Gestão de Aeroportos (SGA), processo que requereu movimentação de quadros, adaptações à mudança, flexibilidade e espírito de missão. 

Para o responsável, há a convicção de que, para servir o interesse público muitos sacrifícios pessoais são consentidos. Referiu que, em função da cisão, a ENNA conta com 590 profissionais que aderiram à mudança, sendo 429 do sexo masculino, representando 73% e 161 do sexo feminino, que compreende 27% e todos os dias zelam pela segurança do espaço aéreo. 

 “A criação da ENNA assenta na convicção do Executivo de que separar as actividades de navegação aérea, por cisão das actividades da extinta ENANA-EP era a medida certa”, disse. 

Ricardo de Abreu sublinhou que a criação de uma empresa pública que pudesse aproveitar a experiência adquirida pelos quadros da ENANA-EP era a convicção do Executivo, pois acreditava na sua potenciação, de forma positiva, numa nova entidade mais concentrada no apoio à navegação civil, concretamente na gestão do tráfego aéreo em todas as suas vertentes e o desenvolvimento, instalação, gestão e exploração dos sistemas de comunicações e vigilância.  

Conselho de Administração da ENNA aposta nas comunicações 

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da ENNA, Manuel Agostinho Filipe Júnior, destacou a aposta do Conselho nas comunicações. 

O responsável avançou a aprovação, ao mais alto nível, de dois projectos importantes, concretamente a interligação por fibra óptica de todos os órgãos de prestação de serviços de navegação aérea, cuja implementação iniciou em Luanda e no Namibe, processo que vai contemplar as províncias da Huíla e de Cabinda, e será extensivo a outras regiões do país. 

“A empresa pretende substituir os rádios de comunicação analógicos existentes, por rádios digitais, trabalho que está em curso”, explicou.  

Manuel Agostinho Filipe Júnior avançou que está em preparação, ao nível do Ministério dos Transportes, o processo de reavaliação do Programa de Gestão e Controlo do Espaço Aéreo Civil (PGCEAC). 

“Continuamos a trabalhar à luz da orientação do Senhor ministro dos Transportes para honrarmos o compromisso assumido por ocasião da nossa tomada de posse”, reiterou.  

Sobre a ENNA 

A ENNA foi criada pelo Decreto Presidencial n.º 206/19, de 1 de Julho, o Executivo reconheceu a necessidade de separar as actividades de navegação aérea das aeroportuárias anteriormente exercidas pela ENANA-E.P. por cisão simples desta, nos termos da alínea a) do artigo 59.º da Lei n.º 11/13, de 3 de Setembro. 

A empresa é responsável por assegurar o serviço público de apoio à navegação aérea civil, designadamente a gestão do tráfego aéreo em todas as suas vertentes, e o desenvolvimento, instalação, gestão e exploração dos inerentes sistemas de comunicações, navegação, vigilância e infra-estruturas associadas. 

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