Produtor português Luís Urbano convidado a integrar Academia de Hollywood

O produtor português Luís Urbano foi convidado a integrar a Academia de Cinema dos Estados Unidos, que atribui anualmente os prémios Óscares, anunciou esta instituição

Como tem vindo a acontecer nos últimos anos, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que entrega anualmente os Óscares desde 1929, convidou mais 819 novas personalidades para membros efectivos, entre realizadores, argumentistas, actores, técnicos nas mais variadas áreas, produtores, executivos, directores de festivais e publicistas.

Na lista agora divulgada, há apenas um português, o produtor Luís Urbano. Com 52 anos e formação académica em arquitetura, foi um dos fundadores do Curtas Vila do Conde, instalando-se mais tarde em Lisboa, onde passou pela Comissão de Classificação de Espectáculos e se tornaria, ao lado de Sandro Aguilar, um dos produtores de O Som e a Fúria.

Uma das companhias mais sólidas e de portefólio mais valioso do cinema português actual, está ligada à obra de Miguel Gomes, produziu os últimos filmes de Manoel de Oliveira, mas trabalhou ainda com Manuel Mozos, João Nicolau, Ivo M. Ferreira, Salomé Lamas ou Eugène Green.

Em 2018, a realizadora portuguesa Regina Pessoa, o editor de som Nelson Ferreira e o ‘designer’ Luís Sequeira, ambos canadianos com raízes em Portugal, foram também convidados a integrar a Academia de Cinema dos Estados Unidos.

Caso todos os convidados aceitem fazer parte da Academia, esta passará a ter 9412 membros. Em 2016, através da iniciativa então denominada A2020, a Academia prometera pelo menos duplicar o número de mulheres e etnias minoritárias e, na verdade, o número de membros do sexo feminino passa assim de 1446, em 2015, para os  actuais 3179, enquanto as minorias pouco representadas passam a ter 1787 membros, contra os apenas 554 que dispunham em 2015.

Da lista de convidados do ano, 45% são mulheres, um número que passa para mais de metade em categorias como actores, documentaristas, executivos e publicistas. E a internacionalização é efectiva: 49% dos convidados são estrangeiros, oriundos de 68 países, Portugal incluído. O próximo programa de inclusão de membros mais representativos da comunidade cinematográfica chama-se Aperture 2025.

Na ocasião, o Presidente da Academia, David Rubin, sublinhou que a instituição “está encantada por receber estes distintos viajantes pelas artes e ciências cinematográficas” e que “sempre abraçámos, e agora mais do que nunca, os talentos mais extraordinários que reflectem a rica variedade da comunidade cinematográfica global”.

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