Mais uma jovem de 22 anos infectada pela Covid-19 morre em Luanda

Angola registou, ontem, mais 13 novos casos de contágio por Covid-19, dos quais um óbito de uma cidadã libanesa, elevando a cifra de mortes para 18 e nove sem vínculo epidemiológico, subindo para 58. Entretanto, mais 10 infectados recuperaram, perfazendo um total de 107, revelou o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Uma cidadã de nacionalidade libanesa, de 22 anos de idade, infectada pela Covid-19, morreu ontem na clínica Sagrada Esperança, da Endiama, em Luanda, onde estava a ser assistida, revelou o secretário de Estado para a Saúde Pública.

Em declarações à imprensa na habitual actualização do balanço diário sobre a pandemia no país, em Luanda, Franco Mufinda apontou como base outros problemas de saúde de que a mesma padecia.

De acordo com o governante, ela esteve internada na clínica Sagrada Esperança da Endiama por um período superior a uma semana. “Ela esteve intubada e ventilada, mas, infelizmente, hoje [ontem] o seu quadro agravou-se e culminou em óbito”, frisou.

Por outro lado, esclareceu que as 13 pessoas infectadas residem nas localidades de Maianga, Belas e Kilamba Kiaxi, sendo que três são de transmissão local, relacionados aos casos existentes, um importado da Rússia e nove sem vínculo epidemiológico.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, entre elas, seis são do sexo feminino e sete masculinos com idades compreendidas dos 10 aos 70 anos.

Neste momento, as estatísticas apontam para a existência no país de 328 infectados, 18 óbitos, 107 recuperados e 203 casos activos, dos quais seis requerem cuidados especiais e os restantes estão clinicamente estáveis nas unidades sanitárias de referência.

Franco Mufinda disse ainda que por esta altura o país conta com 58 casos sem vínculo epidemiológico e a transmissão local contabiliza 232 casos.

Em relação ao laboratório, disse que o país tem um cumulativo de 27.338 amostras recebidas, das quais 328 positivas e 21.385 negativas, sendo que o restante encontram-se em processamento.

Face a tudo isso, reforçou o apela aos cidadãos no sentido de reverem a sua conduta, adoptando dos bons comportamentos, a lavarem frequente as mãos, a manterem o distanciamento físico e social, a não violação das cercas sanitárias, a permanência das pessoas em casa, bem como o acatamento de outras mediadas contidas no decreto de estado de calamidade pública.

“Estamos perante um inimigo invisível que mata. Pensamos nós que ficar em casa é sempre melhor”, advertiu.

Mais de 600 amostras processadas em 24 horas

“Nas últimas 24 horas conseguimos processar 643 amostras, sendo 13 positivas”, disse o secretário de Estado para a Saúde Pública.

Franco Mufinda disse, por outro lado, que a quantidade de pessoas a cumprir a quarentena institucional em todo país teve uma queda de 16 pessoas, passando a ser 1.402. Explicou que tal queda se deveu ao facto de ter sido atribuída alta a 16 pessoas residentes nas províncias de Luanda, Zaire, Lunda-Norte e Malanje com uma por província. O Uíge teve sete, três no Moxico e duas no Huambo.

Fez saber ainda que os casos suspeitos investigados são 515, enquanto os contactos sob investigação chegam 2.270 pessoas.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, no período em referência, 102 chamadas, das quais seis foram denúncia de casos suspeitos de Covid- 19, duas denúncias de violação do estado de calamidade e 94 pedidos de informação sobre o vírus.

“Só existe uma clínica privada para feitura de testes da Covi-19”

Franco Mufinda advertiu que até agora, no país só há uma clínica privada credenciada para a feitura de teste de Covid-19, a Medical Center.

Disse ser oportuno que a população denuncie aqueles que não observando essa regra agirem de modo contrário, uma vez que o único teste que se usa até ao momento é o de biologia molecular.

“Pedimos a colaboração da população para evitar outros tipos de enviesamento que possam então a devir neste processo de acompanhamento da testagem da Covid-19”, frisou.

Fez saber que ontem chegaram ao país mais equipamentos hospitalares e material de bio-segurança adquiridos pelo Executivo angolano.

O secretário de Estado para a Saúde Pública disse que as formações continuam, salientando que o problema da Covid-19 é da responsabilidade individual.

De recordar que o novo Coronavírus (SARS-CoV), responsável pela pandemia da Covid-19, surgiu na China em Dezembro em 2019. O surto espalhou-se pelo mundo e já vitimou centenas de milhares de pessoas, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia global.

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