Piim, pam, pum

Toda a gente sabe o que é o pim, pam, pum, basta ter sido criança. Bem, estas crianças de agora já não sei não, mas não por culpa delas, e sim por culpa dos pais, dos adultos de agora, que já não as ensinam a brincar. Os ricos estão muito ocupados a comprar-lhes telefones, computadores e óculos de realidade virtual. Os pobres, ou não têm disposição, ou estão na luta pela refeição do dia seguinte. E há ainda os inconscientes, que perderam alma e não valorizam a importância da brincadeira para a formação de uma pessoa saudável e equilibrada.

E nisto de brincadeiras, num país sério se admite que as conferências de imprensa sobre a Covid-19 não tenham um calendário estabelecido e dependam da vontade do Governo? Já não lhes bastava responderem apenas a perguntas “convenientes” como vimos nas últimas? Aqui nos brincam, mas brincam tão mal que fica feio para uma democracia. Ou seja, mandam-nos às favas. Não aos jornalistas, ao povo, que tem muitas dúvidas para as quais gostaria de obter respostas. Se é que este país ainda é de todos, né? Mas uma meninice com boas brincadeiras teria educado melhor certas pessoas para a democracia, para perguntas e respostas, para valorizar os ouros também. Os números sobem todos os dias e simplesmente não há explicações a dar. Mas sabemos que com crianças não há meias medidas, não sabe brincar, acaba sozinho. E as crianças decidem isso votando.

Já agora, que uns se dão de muito sérios, piim, pam, pum, vamos ver quem será mais sério na execução do PIIM, lá em cima há um copo com veneno, (perdão, dinheiro), quem pegar… bem, se calhar não vai passar nada, aqui já é hábito.

O mesmo hábito de prometerem que empreiteiro que falhar vai pagar. Em Benguela repetiram a promessa. “Não vamos tolerar empreiteiro que…”. afinal em Benguela alguém aprendeu a brincar em criança. E continua… piim, pam, pum… és mesmo tu! saudades da infância, era tão divertido.

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