SADIA apoia autores e artistas que estão desde Março sem rentabilizar com cartões de compras

A iniciativa, que arranca este mês, será desenvolvida através do projecto “Fundo Cultura”, e tem como objectivo apoiar entre mil autores e 4 mil artistas com dificuldades financeiras, por dependerem de shows e outros eventos culturais para rentabilizar

A Sociedade Angolana de Direito do Autor (SADIA) arranca a 8 deste mês com o projecto “Fundo Cultura”, visando apoiar autores e artistas que se encontram desde o passado mês de Março sem rentabilizar, com um cartão de compras para aquisição de bens alimentares de primeira necessidade, cujo valor varia de 25 a 50 mil Kwanzas.

Para iniciar o projecto, a SADIA conta com uma verba correspondente a 10 milhões de Kwanzas, para apoiar entre mil autores e 4 mil artistas, que dependiam de shows e outros eventos culturais, mas que nesta fase dominada pela pandemia da Covid-19 estão sem rentabilizar por falta de trabalhos.

A responsável da área de comunicação da SADIA, Jaqueline Pereira, em conversa com OPAÍS, afirmou que para se ter acesso ao cartão, que também é denominado “Cartão Arte”, os mesmos terão de provar, de facto, que desde Março até à data presente não participaram em nenhum evento, que lhes tenha retribuído algum rendimento.

Avançou, igualmente, que os mesmos vão preencher um formulário que estará disponível no website da referida instituição, www.sadia.ao, declarando que estão com problemas financeiros, um procedimento que dará acesso ao cartão, que os permitirá fazer compras em dois supermercados já identificados.

“Vamos fazer uma investigação, para tentar perceber se o que estão a dizer corresponde ou não à realidade. Além disso, o próprio cartão tem um regulamento associado, que esclarece, que, para beneficiar, o indivíduo não pode ter participado em nenhum evento desde Março até à data, em que lhe tenha sido atribuído algum provento”, explicou.

Quando ao valor de compras, Jaqueline Pereira justificou que varia de 25 a 50 mil Kwanzas, e a sua disponibilidade será baseada no agregado familiar dos mesmos, e estão expressos no formulário e no regulamento de utilização do cartão.

Continuidade do projecto

Já em relação aos artistas enfermos, cujo estado de saúde inspira alguns cuidados, e permaneçam sem actividades associadas a dificuldades financeiras, depois desta fase, de três meses, Jaqueline referiu que a SADIA irá definir outras linhas de acção para que estes sejam acudidos de tais situações.

A responsável adiantou que a continuidade do projecto dependerá ainda dos apoios da sociedade civil, que queira participar e patrocinar a causa.

“O projecto não sobrevive sozinho! Portanto, vai depender também das ajudas. Vamos começar sem o apoio de uma marca conhecida. Logicamente que, ao andar do projecto, a nossa intenção é que os bancos, seguradoras, supermercados e outras empresas particulares, e colectivas se associem a esta causa”, apelou.

O cartão em questão é resultado do projecto desenvolvido no âmbito da sua responsabilidade social e cultural, dividido em três fases, onde cada uma representa um mês.

Neste caso particular, o cartão será carregado automaticamente durante os próximos três meses.

O fundo de 10 milhões de Kwanzas terá três embaixadores, que se responsabilizarão pela gestão e aplicação do mesmo nos próximos dois anos com a fiscalização da SADIA.

A SADIA

A Sociedade Angolana de Direitos de Autor (SADIA), tem como função, licenciar e administrar a utilização das obras dos seus associados, titulares de direitos de autor. Um procedimento com enfoque na cobrança dos devidos direitos de execução correspondentes a cada utilização ou utilizações.

“Licenciamos os utilizadores de todas e quaisquer obras: emissoras de televisão e rádio, locais onde a música é transmitida em público como restaurantes, discotecas, promotores de eventos e centros comerciais”. A SADI A conta já hoje com alta tecnologia e vai investir em inovação de negócios, buscando a melhoria contínua dos serviços que presta.

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