“Dezamores de Luanda” novo livro de Hélder Caculo chega às bancas em Agosto

O romance constituído por 141 páginas retrata dez histórias de amor vividas em Luanda. O lançamento está previsto para Agosto. Numa primeira fase, estão disponibilizados mil exemplares, entretanto, para compra online

Depois de ter lançado em 2016 a obra poética “O sorriso da dor”, o jornalista Hélder Caculo desponta agora com o romance “Dezamores de Luanda”, cujo lançamento está previsto para Agosto, pela Viana Editora.

O livro constituído por 141 páginas retrata 10 histórias de amor vividas em Luanda. O epicentro das histórias põe em emergência, com uma certa nostalgia melancólica, um personagem coleccionador de “ossos amorosos”, que são, no entanto, necessariamente, destinos românticos.

De acordo com o escritor, neste trabalho fez uma ‘viagem’ a Luanda nas décadas de 80 e 90, até aos dos dias de hoje, uma fotografia a preto e branco com retratos da vida na cidade capital. Mas é, também, um livro de esperança, de amor, de paixão e de ternura.

“Sempre queria escrever sobre Luanda. Primeiro, por ser a minha terra natal e dela guardar lembranças que nem o tempo conseguirá apagar. Segundo, por causa da vida (in)feliz das pessoas que nela habitam. Espero que os leitores gostem”, disse a OPAÍS.

Embora algumas histórias sejam direccionadas para pessoas adultas, o também docente considera-o como um livro para todas as idades. Por isso, está expectante quanto ao seu lançamento, em termos de procura, uma vez o poemário “O sorriso da dor” ter esgotado e superado às vendas.

Avançou que pretende levar o livro a todos os países de língua portuguesa, e, também, traduzi-lo para o Inglês e para o Francês. Quanto ao género literário a que se dedicou agora, o romance, diferente do primeiro, poesia, referiu ser um dos seus desafios enquanto escritor principiante.

“Não escrevemos apenas poemas. Enquanto iniciante na arte literária, procuramos explorar diferentes géneros, tais como conto e novela”, enfatizou.

Pré-venda on-line

A pré-venda via online da obra teve início no transacto mês de Junho e termina no próximo dia 15 deste. Posterior ao lançamento em Luanda, seguir-se-ão sessões de venda e autógrafos em vários pontos do país e a sua comercialização nas várias plataformas digitais.

Sobre a venda neste segmento, antes mesmo do lançamento, Hélder explicou que se deve à actual conjuntura, marcada pela pandemia da Covid-19, para além de pretenderem auto-financiar a obra, isso, pela carência de patrocínios em consequência da doença.

“Essa doença obrigou-nos a criar uma nova estratégia de comunicação e a redifinirmos os nossos objectivos. Como sabe, a pandemia veio agravar mais a nossa economia, e, como consequência, várias empresas viram- se obrigadas a reduzir custos, a mão-de-obra e negócios”, observou.

Literatura sem apoios

Hélder Caculo realçou que, assim como em outros sectores, a literatura encontra-se ‘sufocada’ pela crise financeira, primeiro, derivada da queda do preço do petróleo desde 2014, e, agora, pelo caos sanitário da Covid -19.

“O mercado literário está quase ‘morto’. Não há financiamento, as poucas gráficas que resistem à crise duplicaram os preços da impressão, o Estado praticamente esqueceu os escritores, a União dos Escritores Angolanos e a agora proclamada Academia de Letras pouco ou nada fazem para a proliferação do livro”, constatou.

Disse ainda que, pelo contrário, as duas instituições criaram elites na literatura nacional, e acabaram por promover a exclusão e limitar a transferência de conhecimento entre a velha e a nova geração de escritores.

“Precisamos repensar a nossa literatura. O Estado, os escritores, as associações culturais, as gráficas, as empresas financiadoras precisam sentar à mesma mesa para discutir o futuro da literatura nacional”, terminou.

O autor

Hélder Caculo é natural de Luanda, jornalista de profissão, tendo passado pela Orion na secção de produção de conteúdos, pelas redacções dos jornais Folha 8, Semanário Económico, OPAÍS, os dois últimos adstritos ao grupo Media Nova e actualmente trabalha para o Semanário Novo Jornal, em que desempenha a função de editor de Sociedade. É igualmente docente no Instituto Superior Metropolitano no curso de Cinema e Televisão.

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