A ministra não cura…

Voltou às conferências de imprensa e esteve bem, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta. Serena do que nas primeiras sessões, mas explicou-se, para quem quis ler bem o momento.

Sílvia Lutukuta disse que não tem parado. Ela e outros membros da Comissão Multissectorial trabalham sem parar. Eu só espero que alguns não estejam a atrapalhar, o que, infelizmente, é normal cá no nosso país.

Mas vamos ao que interessa. Bem, antes disso paremos um pouco num instante menos sereno que julgo resultar do cansaço, ficou por responder sobre os termómetros que atestam vinte e cinco graus de temperatura corporal das pessoas. É uma verdade, seria bom ver como entram no mercado.

Paragem feita, voltemos então ao que interessa. Desde o início que a ministra se tem esforçado por dizer às pessoas que o vírus da Covid-19 é perigoso. Ela e o secretário de Estado Mufinda.

Sílvia Lutukuta, entretanto, tem enfatizado que esta doença não mata apenas ao criar complicações respiratórias, ela pode ter outros efeitos no organismo, que matam.

Tem também chamado a atenção para dois factos importantes de reter: em Angola a doença evolui depressa, para algumas pessoas sem dar espaço para intervenção médica; e, por outro lado, em Angola a doença está a “escolher” pessoas jovens”, ao contrário das “certezas” trazidas pelos noticiários europeus e asiáticos. Isto quer dizer que poderemos ser um caso particular no meio desta pandemia. Estudos e soluções sobre isto não serão para já, obviamente.

Então, embora as conferências de imprensa da ministra tenham muita audiência e ela se explique quer como governante, quer como médica, o que para os jornalistas é bom, melhor ainda seria se a sociedade a entendesse que apenas os cuidados de cada um salvam cada um e os outros. Esperar que o Governo salve um a um é um erro.

Ela é médica e cheia de vontade, mas não pode curar todos os que preferem não ter cuidado.

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