CASA-CE aponta proximidade entre governados e governantes como via de resolução das dificuldades sociais

A coligação de partidos, na voz do seu deputado, Manuel Fernandes, entende que o país só está a definhar porque os servidores públicos continuam com a cultura de pensar que estão no poder para servir-se e não para atender as preocupações mais urgentes das populações que vêm sendo fustigadas com uma série de necessidades, sobretudo neste período de Covid-19

O deputado da CASA- CE Manuel Fernandes defende uma maior proximidade entre os cidadãos e os detentores de cargos públicos, de forma a uma maior identificação e resolução dos problemas sociais que apoquentam os angolanos, sobretudo no actual contexto de dificuldades económicas e financeiras impostas pela Covid-19.

Dentro de dias, a Assembleia Nacional deverá apreciar e aprovar o relatório de revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE), que viu reduzido o preço do barril de petróleo de 55 para 33 dólares, redução que terá graves consequências na execução das políticas públicas.

Neste sentido, Manuel Fernandes entende que enquanto não se ouvir mais os cidadãos, mediante as organizações da sociedade civil, que são verdadeiros conhecedores da realidade social, os programas a que se pretende dar resposta com a e execução do OGE poderão não surtir os efeitos desejados.

No seu entender, não basta a revisão de projectos ou orçamentos. É preciso, frisou, a boa vontade na execução e fiscalização das acções públicas. Segundo Manuel Fernandes, há muito descrédito dos cidadãos nos projectos públicos por falta de uma linha de proximidade entre quem governa e os governados.

Para o deputado, o país só está a definhar porque os servidores públicos entendem que estão no poder para servir-se e não para atender as preocupações mais urgentes das populações, que vêm sendo fustigadas por uma série de necessidades que não estão a ser atendidas pelas entidades de direito.

O parlamentar entende ser necessária a passagem dos discursos à prática e tornar a governação política um instrumento de resolução das necessidades sociais e não para o enriquecimento de uma elite.

“O problema é que há mais propaganda do que acções práticas que possam resolver as necessidades dos cidadãos. Por isso é que há muita descrença das populações. Precisamos melhorar”, apontou.

O deputado lamentou ainda o aumento das famílias pobres, que não têm o básico para comer, apelando para a necessidade de execução de projectos públicos que possam atender os grupos mais vulneráveis neste período de calamidade pública.

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