MED prepara professores para lidar com eventuais casos de Covid-19 nas escolas

O Ministério da Educação implementou um plano de capacitação dos professores, no âmbito do reinício das actividades lectivas prev isto para Segunda-feira, 13, sobre os métodos de prevenção da Covid-19, numa altura em q ue diariamente au mentam os números de cidadãos infectados e de mortos por esta doença

A ministra da Educação, Luísa Grilo, diz, na circular nº 22/2020, de 16 de Junho, a que OPAÍS teve acesso, que a formação tem em conta a necessidade de todos os professores regressarem aos seus locais de trabalho, isto é, às escolas. 

Determina que os professores que se encontram fora das localidades de trabalho, que não estivessem em condições de regressar até 20 de Junho, deveriam manifestá-lo por carta ao director/secretário provincial da Educação. No entanto, os docentes que se encontram nessa situação serão formados tão logo seja possível. 

Os docentes foram formados sobre como proceder se eventualmente se virem diante de alunos ou outro funcionário do estabelecimento de ensino que apresentem sintomas associados à Covid- 19. Foram munidos também de conhecimentos sobre as formas correctas de lavar as mãos e os cuidados a terem quando estiverem diante de objectos existentes nas escolas passíveis de serem meios de transmissão do novo Coronavírus. 

Aos docentes caberá também partilhar tais conhecimentos com os estudantes, de forma a prevenir a propagação do vírus. 

Além da formação relacionada à Covid-19, que decorreu até Sexta-feira última, em várias escolas de Luanda, os professores tiveram também uma específica relacionada com as suas actividades laborais. 

A referida circular prevê que a preparação dos professores deva ocorrer em separado, em função dos níveis. A formação dos professores do Ensino Primário foi realizada por ciclos de aprendizagem. 

Em relação aos quadros do sector admitidos no concurso público de ingresso do ano passado, Luísa Grilo esclarece, na circular, que a selecção dos mesmos para os diferentes ciclos de aprendizagem deve ser feita com base em critérios objectivos, tendo em atenção o domínio da prática lectiva que cada um tem em relação ao conteúdo de ensino. 

O grau de complexidade dos conteúdos, particularmente para os professores que leccionam as 5ª e 6ª classes, também foi levado em consideração, em cumprimento a orientação da ministra. 

Por orientação da governante, a formação esteve focada nos conteúdos específicos do ciclo de aprendizagem para o qual o professor foi seleccionado. Face a algumas dificuldades com as quais os formadores e os professores se têm confrontado na planificação quinzenal, na estruturação das competências do ensino no plano de aula, na organização das actividades em grupos, nas técnicas de animação das aulas e de ensino, particularmente da língua portuguesa e matemática, Luísa Grilo apresenta algumas sugestões de suporte metodológico. 

Quanto aos professores recém-admitidos para o Ensino Secundário, orientou que a sua formação deve focar-se nos conteúdos específicos das disciplinas para as quais foram seleccionados. Não obstante, todas as acções de formação incluíram conteúdos generalistas sobre o atendimento a crianças com deficiência, espectro autista e altas habilidades. 

O MED remeteu os programas mínimos de todas as disciplinas a serem observados, em conformidade com o calendário escolar reajustado para o ano lectivo 2020 publicado no Decreto Executivo nº 5/2020, de 28 de Maio. 

Na capital do país, estão envolvidos na preparação das condições humanas e materiais para o cumprimento desta determinação do Executivo os gabinetes da Educação, da Saúde, da Cultura, Juventude e Desportos, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, dos Serviços Técnicos e Infra-estruturas e dos Transportes, de acordo com uma fonte de OPAÍS afecta ao Governo Provincial de Luanda (GPL). 

Para o efeito, estabeleceram um plano de trabalho com incidência em duas vertentes, nomeadamente a preparação das pessoas e a preparação das escolas. 

891 escolas públicas do II Ciclo do ensino secundário  

A meta preconizada é de até Segunda-feira, 13, as direcções das 891 escolas públicas do II Ciclo do Ensino Secundário existentes em Luanda tenham à sua disposição aparelhos para medir a temperatura de cada aluno à entrada. 

Segundo a nossa fonte, esta medida consta num protocolo de entrada e saída dos alunos que determina os procedimentos a observar, rigorosamente, por toda a comunidade escolar, desde a chegada à escola até à altura de abandonar o recinto escolar. 

Esclarece que atendendo a quantidade de estudantes a frequentar o sistema de ensino neste nível, cada escola deve possuir, pelo menos, três termómetros infra- vermelhos para o efeito. A responsabilidade de medir a temperatura dos alunos passa a ser uma tarefa dos seguranças e/ou outros funcionários da instituição. 

Depois de transpor o portão da escola, a higienização das mãos é outra medida que os estudantes deverão cumprir. A escola deve possuir, no seu recinto, dispositivos de lavagem das mãos e marcar no chão os sinais de distanciamento físico entre os alunos. 

Entre os dispositivos de lavagem das mãos, a escola poderá adoptar também a colocação de álcool em gel em pontos estratégicos. 

Ainda como medida de prevenção, deverá possuir tapetes humedecidos com hipoclorito de sódio (lixívia) à entrada da escola e das salas de aulas para a higienização dos pés de alunos e professores. 

Alunos vão participar na higienização das salas de aulas

O Gabinete de Educação de Luanda recomenda às direcções de escola que todas as salas de aulas, bem como o respectivo mobiliário, devem ser previamente higienizados pelos empregados de limpeza.

Apesar disso, os alunos também deverão colaborar. Para o efeito, as funcionárias de limpeza deverão deixar debaixo de cada carteira um pano humedecido com lixívia para cada aluno higienizar a sua carteira antes de abandonar a sala de aulas.

Quanto ao alinhamento dos alunos na sala de aulas, deverá obedecer o número recomendado, de maneira a respeitar escrupulosamente o distanciamento físico. Sendo que os mesmos se sentarão de forma intercalada (carteira sim, carteira não) ou em zig zag. “A menos que o contrário seja mais vantajoso, não se recomenda a retirada das carteiras das salas de aulas”.

Recomenda ainda que no fim de cada aula, os professores instruam os alunos sobre as medidas de prevenção contra a Covid-19 e os desencorajem de práticas susceptíveis de propagação da doença.

“Sempre que possível, os alunos devem abandonar o recinto escolar por uma porta alternativa, diferente da porta de entrada”.

De realçar que a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, anunciou, conforme noticiou ontem OPAÍS, que dada a tendência de aumento de casos que se regista, a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à Covid-19 pode optar pelo não reinício das aulas na próxima Segunda-feira, no II ciclo do ensino secundário e universitário.

Sílvia Lutukuta fez saber que serão tomadas algumas medidas ao longo da semana, recuando em algumas das que estão em vigor.

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