SIC desmantela marginais que atormentavam kupapatas em Benguela

Três supostos marginais, com idades compreendidas entre os 17 e os 29 anos, que tiravam o sono aos moto-taxistas, vulgo kupapatas, nos municípios de Benguela, Baía- Farta e Lobito, fora m detidos e apresentados recentemente à imprensa pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), no cumprimento de um plano operacional táctico levado a cabo nos últimos dias. Fizeram p elo menos seis vítimas mortais

Cerca de 10 kupapatas foram vítimas dos meliantes e alguns perderam a vida na sequência de assaltos com recurso a arma branca. Os meliantes faziam-se passar por passageiros e aliciavam as suas vítimas com dinheiro, sobretudo à noite. 

Esta acção de atentar contra a integridade física preocupava alguns cidadãos que têm na actividade de moto-táxi o ganha-pão do dia a dia. O cidadão Joaquim Manuel, que se dedica à actividade de moto táxi, uma das vítimas dos meliantes, explica que tinha sido abordado por um deles no município da Baía-Farta. 

No dia 4 de Junho, depois de ele ter terminado a sua jornada laboral, foi surpreendido por Agostinho Pedro, que pedia que o levasse ao centro da vila da Baía-Farta. 

Joaquim Manuel, por sua vez, negou, argumentando que não podia, até porque já tinha lavado a moto para a actividade no dia seguinte. O meliante manifestou-se supostamente aflito, ao que este, julgando que estaria a fazer mais uma boa acção, anuiu. 

A meio do caminho, notou que o passageiro empunhava uma faca com a qual lhe queria atacar. “Quando dei conta, de tanto se mexer, os dois caímos. Eu pedi socorro a um jovem que vinha numa Ranger. Ele não me ajudou, porque era o comparsa dele”, conta. 

À imprensa, Agostinho Pedro, tido como cabecilha do grupo, esclarece que eram incitados a assaltar kupapatas por um cidadão que comprava as mercadorias no município do Caimbambo, lhes pagando por cada moto mais de cem mil kwanzas. Por aquilo que tem ideia, cerca de 6 kupapatas conheceram a morte à mão do grupo. Por sua vez, o porta-voz do SIC, Victorino Cotingo, disse que os meliantes são reincidentes nos actos e que, nos próximos dias, deverão ser presentes ao Ministério Público, a quem caberá decidir sobre a situação carcerária dos mesmos. 

Em relação ao comprador, Victorino Cotingo garante haver já um processo que corre trâmites na Procuradoria Geral da República contra o mesmo. 

Saliente-se que o comandante municipal de Benguela, inspector-chefe Filipe Cachota, tem vindo a fazer uma acção de sensibilização nos bairros, visando o combate à delinquência. No Sábado, se reuniu-se com a comunidade da zona E, que compreende os bairros Tchioxe, Massangarala e Matadouro, que são apresentados no gráfico da criminalidade como sendo problemáticos. 

Constantino Eduardo, em Benguela 

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