União Europeia financia 13 milhões de euros em projectos do ensino superior

O programa UNI.AO financiado pela União Europeia, com um montante de 13 milhões de euros, que irá apoia o sistema de ensino superior angolano na produção de conhecimentos e na promoção da inovação, foi assinado, ontem, em Luanda num acordo entre o Ministério de Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) e a UE

O programa será implementado pela agência de cooperação técnica francesa Expertise France e pretende contribuir para a formação de quadros especializados para enfrentar os desafios actuais e futuros do país.

À margem do lançamento, a ministra do ensino superior, ciência, tecnologia e inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, explicou que o programa de apoio ao ensino superior em Angola denominado UNI.AO começou em 2019 e em 2020 são notáveis os sinais efectivos da sua implementação.

O programa visa dar capacidade as instituições do ensino superior para que possam estar mais habilitadas a cumprir o desejo de conseguir colocar as universidades angolanas entre as melhores do continente africano.

“Estamos a nos referir dos desafios da pós-graduação, da investigação científica, de uma boa gestão ao ensino superior, sendo que são os três pilares do programa UNI.AO, que vai sem dúvida ajudar a capacitar melhor as instituições de ensino superior com uma visão estratégica do futuro no lançamento das instituições e do reconhecimento ao nível internacional”, frisou Maria do Rosário Sambo.

Segundo a ministra, estas são acções de carácter estruturante, tendo em conta que, com o curso de gestão do ensino superior, o país estará a criar condições para que efectivamente o sistema de organização e gestão das instituições do ensino superior esteja mais alinhado com aqueles que são as normas internacionais.

O levantamento sobre o estado da pós-graduação no país, que decorre com o inquérito já elaborado, será também tido em conta no referido programa.

UNI.AO apoia também investigação científica

Há um fundo disponibilizado dentro do referido programa para apoiar a criação de projectos de investigação científicos e a sua implementação. Com o fundo disponibilizado será uma forma piloto de o MESCTI dar seguimento a grande necessidade que existe no país em termos de financiamentos de investigação científica.

De acordo com a ministra, é uma forma de dar seguimento, porque já há outros projectos em desenvolvimento, com financiamento externo, que a sua instituição está a desenvolver. Porém acções do género exigem a capacitação de quadros que fazem a gestão, desde a criação dos editais até ao processo de acolhimento das candidaturas, avaliação dos projectos, atribuição do financiamento e acompanhamento da execução dos projectos.

Afirmou que uma das grandes dificuldades que o país tem é a falta de docentes diferenciados, pelo facto, com o curso de pós-graduação, se pode criar mais oportunidades para a formação pós-graduada dos docentes.

Os quadros que já são pós-graduados, o facto de estarem integrados em equipas de docentes para a criação de cursos de mestrado, doutoramento ou de especialização, também será uma oportunidade de maior diferenciação, de melhoria de currículo e sobretudo da avaliação do desempenho como um dos requisitos fundamentais para a progressão na carreira docente do ensino superior e a capacidade para investigar.

Maria do Rosário Sambo pretende que as instituições do ensino superior consigam reforçar a capacidade de investigação científica, na criação de linhas e grupos de investigação e colocar em curso projectos.

A dirigente afirmou que, com implementação segura do programa se poderá ter, até 2022, resultados positivos para a melhoria da qualidade do ensino superior com a vantagem que o projecto vai se estender durante mais dois anos. O que fará com que o próximo Executivo tenha a responsabilidade de dar a continuidade ao programa.

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