Guitarrista Teddy Nsingui defende a realização de mais Lives para apoiar a classe

O solista que é um dos instrumentistas mais solicitados do mercado nacional tem actuado em Lives, onde participam vários artistas. Disse que os mesmos (lives) têm sido rentáveis e permite apoiar no sustento das suas famílias, nesta fase em que se vive a pandemia

O guitarrista angolano, Teddy Nsingi, da Banda Movimento, defendeu a realização de mais Lives por parte das várias produtoras de eventos no país, a fim de acudirem os artistas que continuam sem trabalhos, devido ao Estado de Calamidade Pública decretado, em consequência da pandemia por causa do novo Coronavírus, que proíbe a realização de eventos culturais.

O solista que é um dos instrumentalistas mais solicitados ao nível do mercado nacional, tem actuado em vários Lives realizado pela produtora de eventos Nova Energia e a TPA.

Em conversa com OPAÍS, disse que a presente fase afectou, principalmente, os músicos e os instrumentalistas, que dependem dos shows para sobreviver.

“São poucas produções de Lives que estão a ser feitas neste momento. Deveria haver mais, para abranger todos, porque muitos, antes mesmo de ser decretado o estado de emergência estavam sem trabalho. Mas, cada um, à sua maneira, tem tentado acudir essa situação”, observou.

Lives de render e entreter

O guitarrista, que no próximo Sábado, 11, participará em mais uma edição do Live do “Show do mês”, onde, na presença de outros instrumentalistas acompanhará o músico em cartaz, Carlitos Vieira Dias.

O Live com mais de duas horas de exibição, além de ser transmitido no canal 2 da TPA, é ainda apresentado nas plataformas digitais, de forma a entreter o público que se encontram confinados, através de vários meios.

Além deste, Teddy participou ainda nos shows “Angola 70” e “Anos 80” da produtora Nova Energia e nos realizados pela TPA (1), designadamente, na actuação do músico Calabeto, Filho do Zua, Dom Caetano, Telma Lee, Mito Gaspar e Gabriel Tchiema.

O solista adiantou que, com as referidas iniciativas, que tiveram início quando ainda estava em vigor o estado de emergência, têm ajudado os artistas a rentabilizarem para o sustento das suas famílias.

“Antes mesmo da quarentena vendi um carro, cujo valor tinha outras finalidades, mas, com a quarentena, tive de usá-lo para comprar mantimentos para apoiar a família. Hoje, graças a estes Lives, tenho conseguido sustentá-la com aquilo que recebo”, contou.

Teddy, que possui uma carreira com cerca de 50 anos, referiu que, apesar de o valor em causa não corresponder com aquele que recebia nos eventos em que outrora participava, devido à ausência do público, tem sido de grande ajuda para os artistas participantes.

Interação com a banda

O instrumentista realçou que a interação com os demais instrumentistas que compõem a banda, entre ritmo e baixo, solista, bateria, coldas, tem sido relevante, pela sua vasta experiência de trabalho.

Por isso, considera essas participações promissoras, quanto à passagem de testemunho.

“Confesso que sinto o respeito dos meus colegas, quando vou trabalhar com um grupo que não é o meu. Respeitam-me como um músico que sou, com uma longa trajectória. E, também, tenho sabido lidar com eles”, enalteceu.

O artista

Simão Nsingui, tido como um virtuoso guitarrista, nasceu em Abril de 1954 em Maquela do Zombo. Deu os primeiros passos nesta arte na actual República Democrática do Congo, aos 16 anos, regressando, posteriormente, ao país.

Embora tenha-se revelado como guitarrista de fino tacto musical, foi no canto que Teddy começou o contacto com a música.

Fanático apreciador de Tabuley Rochereau, começou a cantar com apenas 9 anos no coral da Escola Primária.

Embora tenha participado em vários projectos musicais, actualmente é o guitarrista mais carismático da Banda Movimento da Rádio Nacional de Angola, fundada em Março de 1999, sob influência do Movimento Nacional Espontâneo.

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