Mais de 50 pessoas morreram por incêndios e afogamento em três meses em Luanda

Os dados são referentes aos meses de Abril, Maio e Junho, em que a zona periférica foi a mais afectada. O uso de velas acesas e o mau estado das mangueiras de gás de cozinha constam entre as principais preocupações dos bombeiros

No total, foram 53 pessoas que morreram em resultado de afogamentos, incêndios e de acidentes de viação em diferentes bairros da capital do país, revelou, a OPAÍS, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Minguês.

As ocorrências acima citadas causaram 146 vítimas, sendo que, além das mortes, feriram 93 pessoas de diferentes idades e sexos. A habitação e o transporte foram os locais mais afectados no que diz respeito aos incêndios e sinistralidade rodoviária.

O porta-voz dos Bombeiros disse que a corporação está preocupada com casos de negligência no interior das residências, o que têm feito um número elevado de mortes, particularmente nas zonas periféricas de Luanda.

“Ainda há vários casos de incêndios nas zonas suburbanas causados pelo uso de velas sobre base de materiais combustíveis sólidos e falta de cultura de, periodicamente, verificar a condição da mangueira da botija”, disse Faustino Minguês.

O responsável disse que nos três meses acima mencionados, Luanda registou 104 incêndios, resultantes de fogo posto, curto-circuito e fuga de gás.

Houve a redução de cerca de 10 mortes comparativamente ao período anterior, que, para a corporação, é fruto do trabalho de sensibilização que tem sido levado a cabo com acções profiláticas.

A acção preventiva contou ainda com mais de três mil actividades de inspecção e vistorias a estabelecimentos comerciais e industriais públicos e privados.

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