Que recue a zunga ministerial

Era de esperar. Eu esperava e desejava mais. O Governo foi brando. O abuso é grande e poderá continuar a acontecer. 

O recuo no desconfinamento que se estava a ensaiar é justificado. Entretanto, há que entender que Angola não é nem o único e muito menos o primeiro país a recuar nas medidas de descompressão. Deve-se reconhecer também que o mau comportamento dos cidadãos ante a doença não é um exclusivo angolano. Mas se deve agir em função dos outros? Não. Deve-se agir em função da vida, que é preciso proteger. Foi por este lado que o Executivo escolheu seguir. Fez bem. 

Agora, vamos ver, os membros do Executivo devem também eles dar o exemplo e parar com a Zunga que se tem visto. Ministro que vai a uma província verificar o andamento de uma obra, para quê? é arquitecto? é engenheiro? é chefe de obra? é pedreiro? tem picos no sofá de casa? não tem mais o que fazer? O fim da assanhadice ministerial deve ser o primeiro exemplo, até porque movimentam motoristas, seguranças, pilotos, secretárias, assistentes, etc.… e são recebidos por um outro grupo grande onde vão. Como se vê, farra não é apenas a dos jovens que se reúnem para conviver e tomar bebidas. 

Por outro lado, ou a Polícia entra de forma pedagógica e com conversa outra vez mas bem clara, ou entra com rigor, o que não significa violência, basta que os agentes percam a sede de gasosa e se vistam da lei. Aliás, na campanha eleitoral, João Lourenço tinha prometido salgar a gasosa dos corruptos, está na hora de juntar o ingrediente, mar não falta aqui, há matéria-prima. 

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