Macon projecta expansão para Nigéria e África do Sul

Depois da República Democrática do Congo (RD C) e da Namíbia, a operadora de transportes rodoviários Macon pretende aumentar os seus destinos internacionais, tendo como principais mercados a Nigéria, a África do Sul, a Zâmbia, o Botswana e o Congo Brazzaville, metas traçadas para o pós-pandemia da Covid-19

A informação foi revelada pelo director da Macon, Luís Máquina, numa entrevista exclusiva a OPAÍS sobre os desafios da transportadora nacional.

Segundo o gestor, a intenção da transportadora, após a pandemia da Covid-19 e a retoma da economia, é dar continuidade aos projectos de internacionalização, chegando a alguns países do continente.

Para o efeito, a empresa está de olho nos mercados da República da Zâmbia, Congo Brazzaville, através das fronteiras de Cabinda; Botswana e até a África do Sul, bem como a possível entrada no mercado da Nigéria.

“Daremos continuidade às projecções anteriores em relação à expansão dos nossos serviços a nível internacional, concretamente na República da Zâmbia, Congo Brazzaville, Botswana, bem como a África do Sul e Nigéria”, antecipou.

Luís Máquina salientou ainda que após a pandemia, a Macon vai dar também seguimento ao projecto de formação e capacitação de quadros, bem como trabalhar para a qualidade dos seus serviços.

Internamente, a Macon vai continuar a fazer ligações com os pontos do país aonde existe dificuldades de transporte.

Macon factura mais de USD 60 milhões em 2019

Máquina adiantou ainda que só em 2019, a transportadora facturou 61 milhões e 680 mil e 568 dólares americanos com a transportação de passageiros.

Actualmente, a operadora de transporte rodoviário Macon tem as duas rotas internacionais, quer para a República Democrática do Congo, quer para a Namíbia, paralisadas, fruto da pandemia da Covid-19.

Com taxas de bilhetes de passagem que custam mais de 20 mil kwanzas, as rotas internacionais chegam a transportar mais de duzentos mil passageiros por mês.

Actualmente, o transporte de passageiros é feito apenas na província de Luanda, com uma lotação de 50%.

Com um total de três mil trabalhadores, actualmente a empresa reduziu a força de trabalho para dois por cento.

Na rota com a República Democrática do Congo, por exemplo, a empresa criou, inicialmente, mais de 20 novos postos de trabalhos, entre motoristas, cobradores e auxiliares administrativos. A empresa investiu, na altura, USD 6,5 milhões.

Com 700 autocarros, trabalham actualmente com 45 veículos, nas rotas do Benfica até ao Golfe II, projecto Nova Vida ao São Paulo, Kilamba ao Largo das escolas, entre outras, em Luanda.

Sobre a Macon

A operadora iniciou a sua actividade a 25 de Maio de 2000, com um total de 25 autocarros urbanos e um quadro de pessoal de 140 trabalhadores. Hoje, a transportadora emprega dois mil e 300 trabalhadores.

A rota Luanda-Windhoek, com as linhas Windhoek-Walvis Bay e Oshikango-Katima Mulilo, via Rundo foi inaugurada em 2018, enquanto a segunda rota internacional Luanda-Kinshasa (via Luvo), Kinshasa-Boma (via Matadi) e Kinshasa-Yema, na fronteira com a província de Cabinda, foi inaugurada em 2019.

Em 2018, transportou 36 milhões de passageiros urbanos e dois milhões

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