MASFAMU reafirma trabalho na igualdade do género e empoderamento da mulher

A igualdade de género e o empoderamento económico da mulher constituem uma prioridade na agenda do Executivo e uma premissa das estratégias do país para o alcance dos Objectivos Sustentáveis na redução dos índices de pobreza em Angola, como fez lembrar a ministra do MASFAMU, Faustina Alves

O Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), procedeu ontem, em Luanda, a abertura da jornada da mulher africana, cujo o término está previsto para o dia 31 do corrente mês. Na ocasião, a ministra Faustina Alves, ressaltou a necessidade de se promover oportunidades de empoderamento das mulheres.

Sobre este assunto, dada a sua transversalidade, passa-se para todos os sectores e programas do Governo. Faustina Alves destacou os programas nos domínios da valorização da família e o aumento das competências familiares, promoção da mulher rural, requalificação das aldeias rurais, estruturação económica e produtiva das comunidades rurais, desenvolvimento comunitário, e apoio às vítimas de violência.

Explicou que, com vista ao fortalecimento do seu espírito empreendedor e ao apoio à geração de rendimentos e sustentabilidade económica principalmente no meio rural, a sua instituição, tem assegurado acções de formação e treinamento às cooperactivas e associações de mulheres no domínio da agricultura, pescas, tecelagem e outros, incentivando-as à criação dos seus próprios negócios desenvolvendo assim o auto-sustento das suas famílias.

Faustina Alves lamentou o facto de, actualmente, o país registar o aumentar de casos de Covid-19, por isso, incentiva as pessoas a ficarem em casa e obedecerem todas as orientações de biossegurança.

“Este confinamento tem desafiado o Governo na observância de problemas ligados à desestruturação familiar, desrespeito entre os membros das famílias, fuga à paternidade e maternidade, aumento dos casos de violência doméstica e outras situações que têm preocupado o Executivo”, disse.

A ministra sublinha que, para além dos esforços criados para mitigar estas situações, o Governo precisa da intervenção e colaboração de todos os parceiros da sociedade civil, no sentido de sensibilizar os membros das comunidades a enveredar por comportamentos positivos.

Entre as acções promovidas por aquela instituição, constam as campanhas de sensibilização, com objectivo de desencorajar as práticas de violência baseada no género e reforçar os mecanismos de defesa e acompanhamento às vítimas, através dos números de denúncias do centro de aconselhamento familiar designadamente o 145 e 146 e 111 (este último, do CISP).

Estas acções do MASFAMU aparecem, segundo a responsável, pelo facto de ser necessário antecipar e reagir aos riscos de violência, abuso, exploração, discriminação e outras formas de violação dos direitos, dando especial atenção aos grupos da população com vulnerabilidade acentuada.

Para finalizar, Faustina Alves reconheceu o contributo de todas as forças da sociedade civil, das autoridades tradicionais, das igrejas, dos representantes das Nações Unidas, bem como do corpo diplomático acreditado no país, particularmente dos embaixadores presentes, na luta pela igualdade e equidade de género.

Realçou igualmente, as formações dadas aos mobilizadores e activistas sociais, e aos conselheiros familiares, com intuito de promover o reforço das competências familiares, a realização de seminários, palestras, workshops, debates televisivos e radiofónicos sobre os temas relacionados com a igualdade de género, violência contra às mulheres, empoderamento económico, entre outras acções.

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