A África poderia ter a vacina COVID-19 no primeiro trimestre se testes em humanos funcionassem

A África pode ter a vacina COVID-19 no primeiro trimestre de 2021 se os testes em andamento na África do Sul forem bem-sucedidos, disse na Quinta-feira um professor universitário que lidera os testes.

A vacina experimental ChAdOx1 nCoV-19 é uma das 19 testadas em seres humanos em todo o mundo numa corrida para encontrar vacinas para parar uma pandemia que já matou mais de meio milhão de pessoas até agora.

Também está a ser testado no Brasil por cientistas da Universidade de Oxford que trabalham com a farmacêutica britânica AstraZeneca no desenvolvimento e produção.

“Uma vacina pode ser comercializada no início do próximo ano”, disse Shabir Madhi, professor de vacinologia da Universidade de Witwatersrand, que lidera o teste na África do Sul.

“Mas é completamente dependente dos resultados dos ensaios clínicos”, alertou ele, acrescentando que das 19 vacinas em potencial a serem testadas, o resultado mais positivo seria se duas fossem bem-sucedidas.

Os ensaios dependerão de 2.000 voluntários com idades entre 18 e 65 anos, que serão monitorados por 12 meses após a vacinação para avaliar a sua eficácia. Madhi, no entanto, disse que os primeiros resultados podem ser vistos em Novembro ou Dezembro.

“O momento da leitura da eficácia depende de quando tivermos aproximadamente 42 casos Covid- 19 pelo menos um mês após a vacinação”, disse ele.

Os casos do Covid-19, em África, chegaram a meio milhão na Quarta-feira, com quase 12.000 mortes. Madhi disse que os governos devem fazer um pedido de compra antecipado para a vacina em potencial.

Vários países, incluindo os Estados Unidos e vários na União Europeia, firmaram acordos com fabricantes de medicamentos para reservar suprimentos das vacinas experimentais, mesmo antes de serem aprovadas.

“O grande desafio é que estamos a exigindo biliões de doses de vacina. Será realmente como as empresas podem aumentar e torná-las acessíveis”, disse Pontiano Kaleebudirector do Instituto de Pesquisa de Vírus de Uganda. Fabricantes africanos não fabricaram uma única vacina nos últimos 25 anos, disse Madhi. 

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