Apoios da FIFA incentivam recandidatura de Artur Almeida

O presidente cessante da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur Almeida, declarou ontem que se recandidatou ao cargo para o período 2020/2024, a fim de materializar os projectos de desenvolvimento do futebol nacional financiados pela Federação Internacional (FIFA).

Em declarações à Rádio 5, o dirigente admite que o seu elenco cumpriu apenas 70 por cento do programa anterior, muito condicionado pela situação de crise financeira do país e que afectou também a FAF.

O responsável revelou que, a título de exemplo, a FAF necessitava de USD 12 milhões/ ano, para fazer face às suas despesas, mas recebeu apenas cerca de 600 mil por parte do Ministério da Juventude e Desportos.

Acrescentou que como a pretensão da FAF era transformar o futebol nacional numa grande indústria, recorreu à “diplomacia internacional”, já que os patrocinadores internos haviam se retirado e pendia também sobre o país a suspensão dos apoios por parte da FIFA.

Das dificuldades, Artur Almeida e Silva argumentou que quando assumiu o cargo, em 2016, encontrou um passivo equivalente em USD 10 milhões, relativos ao atraso de pagamento de três meses de salários dos trabalhadores, 15 anos de dívidas com a segurança social, entre outras, agora já liquidadas na totalidade.

“O país entrou numa grande crise que afectou o futebol, condicionando os nossos planos e objectivos. Assim, quem nos poderia salvar é a FIFA, a quem recorremos e prometeu-nos ajuda, depois da conclusão de uma auditoria interna. Por isso, somos candidatos a dar cumprimento e materialização dos projectos existentes”, disse.

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