Hora de começar a pagar

A Constituição diz que ao Estado cabe garantir cuidados de saúde aos cidadãos. É o que fazem os Estados modernos e inteligentes. Não se trata de gastos, trata-se, na verdade de investimentos. Um povo saudável é um povo trabalhador, produtivos. E se for bem educado, melhor ainda. Os Estados que garantem boa saúde e boa educação aos seus cidadãos, já sabemos, são os Estados ricos, portanto, o que o Estado está a gastar com a Covid-19 não é favor algum, está entre as suas obrigações. Aliás, deve fazê-los em todas as doenças, para ter os bolsos cheios no futuro. O Estado, não os privados.

Entretanto, nos países ricos, o cidadão tem consciência de coisas simples como saúde pública e protecção ambiental. Sabe que são deveres seus. Sabe que cuidando do ambiente e assumindo comportamentos que evitem doenças está cuidar que o Estado gaste menos com a saúde e invista noutras áreas para a sua felicidade. Não me canso de referir esta palavra, porque a nossa acção pública, individual, governativa, ou o que seja, deve procurar ser um factor de felicidade de todos, da comunidade, do povo.

Em Angola, se o Estado não faz bem a sua parte, o cidadão muitas vezes faz pior. Nota-se nos comportamentos assumidos agora perante a Covid-19, mesmo com os números de mortos a subir todos os dias. E este mau comportamento deve ser assumido apenas pelo Estado? Não, claramente não. Há que pôr os abusadores a pagar.

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