Repatriados mais de 5 mil cidadãos angolanos retidos no estrangeiro por Covid-19

Os dados foram avançados ontem, 9, em conferência de imprensa, em luanda, pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, e coordenador da Comissão multissectorial de Combate à Covid-19, general Pedro Sebastião

 

São no total 5 mil e 771 cidadãos, sendo 2 mil e 158 provenientes de Portugal, mil e 470 da África do Sul, e 512 do Brasil, acrescentando que os 445 cidadãos regressados da África do Sul, designadamente, da cidade do Cabo e de Joanesburgo vão cumprir a quarentena institucional tão logo estejam criadas as condições para o efeito.

“Todo este esforço exige uma logística grande, após o cumprimento da quarentena deste grupo de angolanos, segue-se o repatriamento de Portugal e Brasil”, explicou.

Na conferência de imprensa, Pedro Sebastião revelou terem sido detectados 30 casos positivos na guarda presidencial, mas garantiu que tal situação não coloca em risco o Presidente da República, Vice-Presidente, ou suas famílias, e já foram tomadas um conjunto de medidas com o protocolo sanitário, que consiste na testagem de todos os funcionários que prestam serviços na residência presidencial.

Para se prevenir eventuais infecções, disse que a Comissão Multissectorial e os seus membros são testados quinzenalmente para o controlo e prevenção da Covid-19.

Testagem e quarentena

Pedro Sebastião informou ainda que, à excepção dos vôos do dia 17 e 18 de Março, provenientes de Portugal, todos os cidadãos fizeram a quarentena no Calumbo 1, Calumbo 2 e em hotéis seleccionados pela Comissão Multissectorial.

“Os passageiros foram submetidos a testes de que resultaram 49 casos importados, sendo 54 por cento proveniente da Rússia, 37 porcento de Portugal e 9 por cento de países como África do Sul, Rússia, Estados Unidos da América, Espanha, Cuba, Holanda e Brasil”, explicou.

No domínio da quarentena institucional, o responsável avançou que cumprem as medidas de quarentena em todo o país cerca de 6 mil cidadãos nacionais, sendo metade em Luanda.

Material de biossegurança

Para conter a pandemia, segundo o responsável, Angola já realizou 33 vôos em busca de material de biossegurança, sendo 27 na China, outros do Qatar, e um número significativo de camiões que importaram equipamentos da África do Sul.

Para melhor acomodação dos pacientes, disse que foram criadas condições hospitalares nas comunas da Barra do Kwanza, com 80 camas, e Calumbo 1, com 125.

Foram ainda organizadas camas no Calumbo 2, e no centro de instrução do Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase (ICCT), em fase de conclusão, na Clínica Girassol, Km 27, com 90 camas, e no hospital de campanha de Viana, com mais de mil camas.

Devido à sua localização geográfica, foram montados também hospitais de campanha nas cidades de Cabinda e do Dundo (Lunda-Norte), com capacidade de 200 camas, sendo que os hospitais de campanha das províncias do Zaire, Uíge e Cunene encontram-se em fase de apetrechamento.

“É um esforço que o país está a fazer na eventualidade de conhecermos momentos preocupantes em relação à pandemia da Covid-19”, explicou.

Gastos 43 bilhões em quarentenas

O tempo médio de permanência nas quarentenas institucionais é de 12 a 20 dias e cada cidadão chega a gastar 50 mil Kwanzas por dia, perfazendo um total de 3 biliões de Kwanzas, durante o referido período, sem adicionar os custos ao nível provincial e todo o material de biossegurança que foi adquirido para a campanha, segundo Pedro Sebastião.

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