Apoiante do impeachment de Dilma, MBL é alvo de buscas por lavagem de dinheiro

A sede do Movimento Brasil Livre (MBL), em São Paulo, foi alvo de buscas por parte da Polícia Civil e a Receita Federal na manhã desta Sexta-feira (10). Além disso, dois empresários ligados ao grupo, que fez fama nos movimentos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), foram presos

Segundo o Ministério Público, a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de 400 milhões de reais em impostos federais. Os investigadores apuram os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de património, razões que levaram às prisões de Alessander Mónaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan).

No total, foram cumpridos seis mandados de buscas e apreensão e dois de prisão na capital paulista e em Bragança Paulista, município localizado no interior de São Paulo.

Os procuradores informaram que Alessander Mônaco Ferreira fez grandes movimentações financeiras, incompatíveis com o seu rendimento e património, de doações feitas tanto ao MBL quanto ao Movimento Renovação Liberal (MRL). Ele também participou na criação de duas empresas de fachada.

Por sua vez, Carlos Augusto de Moraes Afonso é investigado por ameaças contra os críticos do MBL e das suas finanças, além da disseminação de fake news atribuída ao movimento. Ele também fez movimentações incompatíveis, segundo a apuração, e criou quatro firmas fantasmas.

Em nota, o MBL informou que os dois homens detidos não integram o grupo.

O MBL apareceu no Brasil a partir das manifestações que ganharam as ruas em Junho de 2013, passando a ser um grupo actuante e crítico ao governo da então presidente Dilma Rousseff. O movimento apareceu com destaque também durante os actos pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, fazendo eleger vários quadros do grupo para cargos políticos no mesmo ano.

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