Hong Kong fechará todas as escolas devido a subida dos casos de coronavírus

O Escritório de Educação de Hong Kong anunciou, nesta Sexta-feira, o fecho de todas as escolas a partir de Segunda-feira depois do aumento acentuado de casos de coronavírus transmitidos localmente que provocou o temor de uma nova disseminação comunitária.

A maioria das escolas do pólo financeiro asiático está fechada desde Janeiro, e muitas adoptaram o ensino virtual e as aulas por teleconferência. Muitas escolas internacionais já entraram nas férias de verão. Hong Kong relatou 38 casos novos de coronavírus nesta Sexta-feira, um número menor do que os 42 de Quinta-feira, mas essencialmente alinhado a um aumento acentuado que a cidade registrou nos últimos três dias.

As autoridades disseram que 32 dos casos novos foram transmitidos localmente a cidade passou meses a relatar uma maioria de casos importados.

O número total de casos desde o final de Janeiro está em 1.404. Sete pessoas morreram. Alguns dos casos recentes envolveram estudantes e pais, disse o secretário da Educação, Kevin Yeung.

“Muitos pais estão preocupados com o aumento súbito de casos de transmissão local nos últimos dias”, disse Mimi Tsang, mãe da estudante Melony, de 12 anos.

Mas a suspensão precoce coincide com a frustração de professores, pais e alunos com a adopção do ensino virtual em casa, e exacerbou a disparidade de acesso ao ensino existente entre os que têm de sobra e os que têm pouco.

Mais de dois terços dos pais, independentemente do rendimento, acreditam que os filhos têm dificuldade de aprender em casa, de acordo com uma pesquisa de Fevereiro da Universidade Educativa de Hong Kong.

Um levantamento da Sociedade para a Organização Comunitária (SoCO) com quase 600 estudantes de baixa renda mostrou que mais de 70% deles não têm computadores e 28% não têm banda larga.

O encerramento precoce das escolas não terá muito impacto no ensino desta vez, disseram alunos e pais, por vir pouco antes das férias de verão. “Só temos mais uma semana de aulas, então não acho que faz muita diferença”, disse Ryan Chan, de 14 anos.

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