Até Setembro, talvez…

Será que até Setembro, daqui a mês e meio, o Estado consegue criar condições básicas necessárias para que as escolas funcionem com a Covid-19 activa na comunidade? Não haverá, nem em Angola e nem no mundo, até lá, uma varinha que a faça desaparecer, nem sequer um “decreto”, como é hábito por cá, terá tal força. Aliás, a consciência deve somar esta doença no catálogo das outras, Dengue, Malária, Febre Tifoide, Tuberculose, SIDA, Sarampo, etc. Vamos conviver com ela de agora em diante. Pior ainda se for mesmo uma zoonose, como alguns ainda aventam.

Mas voltemos às escolas. O estrago é grande. O Estado, vergonhosamente, tem menos salas de aulas do que os privados. Isto deve merecer uma tese de doutoramento e outras discussões legais. Os pais, alunos e professores são as grandes vítimas. E o Estado, além da vergonha, é também culpado, outra vez, agora não apenas por ter lavado as mãos da sua mais vital função para continuar a ser Estado, mas porque não regulamentou, não vigiou, não pôs ordem nos milhares de negociantes a quem permitiu lidar com tão importante tarefa. São dinheiristas apenas, na sua maioria. E ponto. E agora vão querer que o Governo se vergue, ou fecham as portas. Serão milhares de desempregados e talvez milhões de crianças e jovens fora da escola.

A solução talvez passe pelo confisco, nacionalização ou por um mecanismo qualquer de compensação, mas esta não deixa de ser também uma boa oportunidade para o Estado ganhar peso na Educação.

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