Covid-19 infecta mais de 500 pessoas, mata 26 e jornalistas são testados

Numa altura em o quadro epidemiológico do país voltou a alterar-se, ontem, com 23 novos casos positivos e um óbito, perfazendo, assim, totais cumulativos de 506 infectados e 26 mortos, jornalistas de diversos órgãos serão submetidos ao teste rápido de Covid-19 hoje, em Luanda, a partir das 8:00H

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, revelou, ontem, na habitual apresentação diária do balanço da situação epidemiológica no país, que dos 23 novos casos confirmados, 22 são da província de Luanda e um do Cuanza-Norte, com idades compreendidas entre os 30 e os 70 anos.

Quanto ao género, o masculino destaca-se com 16 casos e os restantes são do sexo feminino. Em termos de distribuição geográfica de casos, os municípios mais afectados são Viana, Samba, Belas e Cazengo.

Segundo Franco Mufinda, a vítima mortal é um cidadão angolano de 30 anos de idade que se encontrava internado em estado crítico há várias semanas no Hospital Maria Pia, de onde foi transferido para o Hospital da Barra do Cuanza, com uma doença de base que associada à Covid- 19 provocaram a sua morte.

Com estes casos, a estatística indica um total de 506 infecções confirmadas, com 118 recuperados, 26 mortos e 362 activos, dos quais sete requerem cuidados especiais e os restantes estão clinicamente estáveis. Neste momento somam-se 440 casos de transmissão local contabilizados.

O governante explicou que em termos laboratoriais em análises da biologia molecular, o país tem um acumulado de 38.224 amostras recebidas, das quais 506 são positivas, 32.669 negativas e o restante se encontra em processamento.

As 23 amostras que deram positivo fazem parte de 277 amostras que foram analisadas através do sistema de biologia molecular nas últimas 24 horas.

Franco Mufinda disse, por outro lado, que a quantidade de pessoas em quarentena institucional em todo o país é de 847, sendo que, no período em referência, 61 receberam alta, das quais 32 na província de Luanda, 16 em Cabinda, cinco na Lunda-Norte, três no Moxico e Uíge, respectivamente, e duas no Cuando Cubango.

Fez saber ainda que existem 572 casos suspeitos investigados e 2.332 contactos sob vigilância.

O secretário de Estado para a Saúde Pública informou que o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) teve, nas últimas 24 horas, um registo de 92 chamadas, das quais duas denuncias de casos suspeitos de Covi-19, três denuncias de violação dos preceitos do estado de calamidade e 87 pedidos de informação sobre o vírus.

Mais de 50 pessoas em isolamento depois de expressarem IgM

Franco Mufinda explicou que além dos testes serológicos rápidos, foram realizadas nos dias 8 a 11 deste mês testes a 10.189 pessoas, das quais cerca de 7.500 em Luanda, nos mercados do Kikolo, Asa Branca, Catinton, Mercado do 30 e no bairro Mártires de Kifangondo, bem como nos pontos de entrada e saída do Longa e de Maria Teresa.

Assim sendo, disse que se encontrou 57 pessoas que reagiram ao teste, representando uma cifra de 0.8 por cento de pessoas, com marcador do sangue. O IgM e IgG-IgM que dão a presunção da doença, ou seja, expressam a fase activa ou transitória de exposição ao novo Coronavírus.

“São essas pessoas que foram a isolamento num dos nossos centros para confirmar ou até infirmar a exposição ao SARSCoV-2. Um processo que estamos a realizar através da análise de biologia molecular, recorrendo ao uso da zaragatoa para a colheita da amostra”, explicou.

Franco Mufinda aconselhou, uma vez mais, o uso obrigatório da máscara, a lavagem com frequência das mãos, a observância do distanciamento físico e a não violação da cerca sanitária. Recordando que a Covid-19 é assunto de responsabilidade individual e colectiva. O novo Coronavírus (SARSCoV-2) responsável pela pandemia da Covid-19, surgiu na China em Dezembro de 2019.

O surto espalhou-se pelo mundo e já vitimou centenas de milhares de pessoas, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia global.

Jornalistas são submetidos a testes rápidos da Abbot hoje

Cerca de 1.000 jornalistas e outros profissionais de comunicação social serão submetidos hoje a testes da Abbot, revelou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

“Continuamos com a intensificação da testagem dos grupos de risco e centros sentinela. Amanhã [hoje] far-se-á testagem de mais um grupo que pensamos nós ser de risco, que são os jornalistas e outros profissionais da comunicação social. Num número de 1.000”, revelou.

No entanto, esclareceu que o que se pretende com esta actividade é identificar a exposição ao SARS-CoV-2 e, por isso, se vai tratar justamente de uma testagem rápida com recurso a testes serológicos da Abbot.

Franco Mufinda fez saber que a Comissão Multissectorial de Resposta a Covid-19 vai fixar um posto para testagem dos profissionais no campo adjacente à sede da Rádio Nacional de Angola (RNA) desde as primeiras horas da manhã.

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