Governo garante aumento da taxa de emprego com reforço da política de formação de quadros técnicos

Para já, a ministra do Trabalho, Teresa Dias, avançou que, apesar do cenário económico actual, há uma orientação definida pelo Titular do Poder Executivo para a mobilização de recursos financeiros para o sistema de formação profissional e para a qualificação de quadros técnicos capazes de criarem iniciativas que venham a aumentar a taxa de empregabilidade no presente contexto de dificuldades causadas pela Covid-19

O Governo garante, nos próximos tempos, o reforço e aumento de investimentos financeiros na política da empregabilidade, com uma aposta no sector da formação profissional, de modos a compensar a taxa de desemprego que se tem vindo a registar por causa das dificuldades económicas impostas pela Covid-19, anunciou, ontem, ao OPAÍS, a ministra do Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Dias.

Segundo a governante, apesar dos parcos recursos financeiros que, há uma orientação definida pelo Titular do Poder Executivo para que os recursos financeiros alocados ao sistema nacional de formação profissional sejam implementados na promoção da empregabilidade, especialmente dos jovens, que representam a maior faixa da sociedade fora do mercado de emprego.

A Ministra frisou que o reforço das políticas públicas neste segmento, com vista a formar quadros técnicos capazes de criarem iniciativas individuais ou colectivas, é o ideal, tendo em vista a sua capacidade de aumentar a taxa da empregabilidade por via da promoção do auto-emprego.

A ministra deu ainda a conhecer que, dentro do quadro das políticas do Governo, se está a trabalhar afincadamente para a redefinição e reinício do Plano de Ação de Promoção da Empregabilidade (PAPE), cujos recursos existem e já está visado pelo Tribunal de Contas.

Quanto aos recursos financeiros, estes provêm do Instituto Nacional da Segurança Social e do Orçamento Geral do Estado (OGE).

“Temos orientação superior para o arranque do programa o mais rápido possível e a consciência que temos é que estamos a perder muitos empregos, por causa da Covid-19, mas não podemos cruzar os braços e vamos trabalhar no sentido das disponibilidades financeiras serem bem alocadas para o arranque do PAPE com sucesso”, assegurou.

Por outro lado, Teresa Dias apontou a necessidade da reabilitação e apetrechamento dos centros de formação profissional e empreendedorismo, de modo a que, na devida altura, venham a formar quadros nacionais competentes e comprometidos com a mitigação das dificuldades de emprego.

De acordo com a ministra, nesta fase que o país e o mundo estão a viver, em que é notória a perda regular de postos de emprego, o Governo angolano entende que só a aposta na mão-de-obra qualificada e que gere iniciativas de rendimento colectivo e individual é que se poderá dar repostas às necessidades sociais impostas pela pandemia da Covid-19.

Ainda de acordo com Teresa Dias, o Executivo tem noção das dificuldades que as unidades públicas formativas enfrentam. E, explicou que, do ponto de vista prático, carecem de atenção redobrada, mediante a alocação de meios técnicos e humanos para que possam formar quadros com qualidade.

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