Carta do leitor: As medidas que pesam ao bolso dos infractores

Por: Abner Emanuel
Luanda

Prezado director,

Agradeço a oportunidade que me é concedida. Luanda, a cidade de todos, mas, também, onde infelizmente se observa os maiores incumpridores no que concerne às medidas de segurança e protecção na luta contra a Covid-19.

A Comissão Multissectorial, apelou várias vezes à consciência dos cidadãos para que respeitassem as cercas sanitárias para evitar a propagação da Covid-19 e avisou que os infractores seriam severamente punidos.

Depois de muitos apelos aos angolanos para o cumprimento das medidas sanitárias, ainda há problemas de consciencialização da dimensão do problema que estamos a enfrentar.

O resultado da leviandade das pessoas é o aperto das medidas e com multas pesadas. Até aqui está a cuiar, porque quem furar as cercas, querendo ou não, e colocar-se em risco a elas próprias e outras pessoas que possam encontrar, furar em caminhos fiotes ficará muito caro.

Agora, depende da consciência de cada pessoa, entre furar a cerca sanitária e ter de conhecer bem as medidas que estão a ser tomadas contra aqueles que furam a cerca…

O menu é bem recheado, com multas, prisões e julgamentos sumários. Só no primeiro dia já uns tantos caíram na rede. O anúncio das novas regras veio do ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida. Luanda é o foco da epidemia de Covid-19 no país, sendo até ao momento o Cuanza-Norte a província na segunda posição no registo de infecções.

Até Agosto, quem ousar andar sem a máscara ou vender nos dias impróprios a multa vai de 5.000 a 10.000 kwanzas e quem violar a cercas sanitárias e os que permanecerem com estabelecimentos comerciais além das 16 horas, as multas vão de 100 a 250 mil kwanzas e os cidadãos incumpridores colocados em quarentena institucional irão comparticipar nos custos do alojamento e dos testes.

Com estas medidas lá veremos se cumprem ou não! Será que aqui mesmo é só com chicote? Uma chamada de atenção aos responsáveis das forças de defesa e segurança, para que apertem também a sua vigilância aos efectivos, para que alguns deles não manchem o excelente trabalho que têm vindo a executar.

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