Angola com mais 19 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

As autoridades sanitárias registaram, ontem, na província de Luanda, mais 19 novos casos de Covid- 19, perfazendo, assim, um total de 525 infectados, dos quais 118 foram recuperados e 26 perderam a vida, anunciou, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

O governante, que falava na habitual actualização diária sobre a pandemia no país, no CIAM, em Luanda, esclareceu que dos 525 casos confirmados, 381 são activos, seis requerem cuidados especiais e os restantes estão clinicamente estáveis.

Franco Mufinda fez saber que os 19 novos contagiados são da província de Luanda, sendo que em termo de distribuição geográfica de casos as localidades mais afectadas continuam a ser Talatona, Maianga, Belas e Cazengo, esta última na província da Cuanza-Norte.

Quanto a idades e género, os referidos casos situam-se entre os quatro e os 97 anos, sendo cinco do sexo feminino e 14 masculinos.

Com esta alteração nos dados epidemiológicos, o país passa a ter 459 casos de transmissão local dentre os 525 casos confirmados.

Nas últimas 24 horas foram processadas 2.018 amostras, sendo 19 positivas e 1.999 negativas. No total, disse o governante, o país tem um corte até ao presente de 39.549 amostras recebidas, das quais 525 positivas, 35.666 negativas, sendo que as restantes se encontram em processamento. 

Por outro lado, Franco Mufinda disse que 830 pessoas estão em quarentena institucional em todo o país e que nas últimas 24 horas atribuiu-se alta a 55 pessoas, sendo quatro nas províncias de Luanda e Bié respectivamente, 27 no Cuanza- Norte, 16 em Cabinda, Uíge com uma e Malanje com uma também. Fez saber que há 572 casos suspeitos investigados, enquanto os contactos sob investigação são 2.332 pessoas. 

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, no período em referência, 73 chamadas, das quais uma denúncia de caso suspeito de Covid-19, três denúncias de violação do estado de calamidade e 69 pedidos de informação sobre o vírus.

12 mil testes serológicos realizados

Segundo o secretário de estado para a Saúde Pública, foram realizados até ao momento um total de 11.756 testes serológicos, dos quais 463 foram reactivos. “O que nos leva a dizer”, avançou Mufinda, “que em cada 100 pessoas que realizaram a testagem rápida na base do teste da Abbot, quase que quatro pessoas foram reactivas e deste número pelo menos 80 por cento acabam por expressar a imunidade e 18 por cento são pessoas que expressam a fase activa da doença ou até a da transição da doença para convalescença”, explicou.

“Encontrados 58 reactivos entre os profissionais da comunicação”

A revelação é do secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda. O governante explicou que no âmbito da testagem em massa realizada ontem, a aferição do estado serológico de 1.500 trabalhadores de órgãos de comunicação social definiu 58 reactivos, dos quais 11 com o demarcador IgM (com o vírus activo) e 47 IgG (expressando anticorpos e sem o vírus activo).

Entretanto, avançou que hoje se vai fazer a testagem em outros grupos de risco, especificamente funcionários e deputados da Assembléia Nacional e trabalhadores do Palácio da Justiça. Entre as actividades realizadas nas demais províncias, Franco Mufinda informou que Cabinda, Cunene e Lunda-Sul reportaram actividades de formação e testagem, bem como a capacitação de técnicos de saúde.

“Ainda hoje (ontem), o Instituto Nacional de Investigação em Saúde foi agraciado com um aparelho de RT-PCR, uma doação do CEPA, através da empresa Total”, fez saber.

Entretanto, Franco Mufinda apelou mais uma vez ao uso obrigatório da máscara, a lavagem com frequência das mãos com água e sabão, o uso de álcool-gel e, sobretudo, observar o distanciamento físico, a não violação das cercas sanitárias e a não discriminação das pessoas infectadas pela Covid-19.

“Reiteramos que a Covid-19 é uma doença de responsabilidade individual e colectiva”, disse. De recordar que o novo Coronavírus (SARS-CoV-2), responsável pela pandemia da Covid-19, surgiu na China em Dezembro em 2019. O surto espalhou-se pelo mundo e vitimou centenas de milhares de pessoas, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia global.

Polícia apela a cidadãos a pagarem multas só no banco

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, sub-comissário Waldemar José, abordou, ontem, no CIAM, as informações relacionadas com a denúncia de um cidadão que foi multado por um agente das forças de defesa e segurança pelo facto de ter sido apanhado a conduzir, sozinho no carro, mas sem máscara.

A informação tornou-se viral nas redes sociais, gerando uma onda de indignação, pelo facto de o autuado estar a circular na sua viatura particular sem máscara. No entanto, contou que houve contestação do cidadão.

Explicou que se se fizer uma análise do normativo 184/20, que prevê as medidas excepcionais para Luanda e o município de Cazengo, no Cuanza-Norte, se há de verificar no número 2 do artigo 3.° que o legislador faz referência que é obrigatório o uso de máscaras faciais na via pública.

“Nós, hoje, apelamos às forças de defesa e segurança para que se prime por uma vertente pedagógica. Aconselhando o cidadão de que deve usar a máscara, especialmente quando se tratar daquelas condições em que ele leve mais passageiros, porque aí já é obrigatório, pois, o espaçamento já é exíguo, mesmo que seja uma viatura particular”, advertiu.

Waldemar José adverte as pessoas que o acto de pagamento das multas só pode ser feito nas contas anunciadas anteriormente. “Recebemos algumas denúncias, ainda não provadas, mas, caso tenham ocorrido, nenhum cidadão poderá entregar dinheiro físico a agente da Polícia. “E se assim acontecer, o cidadão deve denunciar e o será agente responsabilizado criminalmente”, apelou.

Ao piquete da Polícia chegaram também denúncias sobre um outro cidadão que foi retido por falta da máscara quando foi apresentar o comprovativo do pagamento da multa na esquadra.

“Deverá fazer-se acompanhar de uma máscara, além da sua, para evitar que o mesmo (o retido e multado) seja novamente multado ao sair da esquadra ou no trajecto de volta à casa.

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