Estão a bondar

Duas coisas: há que ficar em casa o mais possível, e até o impossível também;

Na rua, à janela de casa, no interior de um automóvel, ainda que sozinho, há que envergar a máscara facial. Estão a bondar (para quem não saiba, estão a matar).

O número de mortes atribuídas a agentes da Polícia Nacional relacionadas com o Estado de Emergência, primeiro, e com a situação de calamidade pública, agora, é um absurdo total. Começa a ser uma matança.

O cidadão deve temer a doença, o cidadão deve contar com a Polícia para que haja ordem na rua e para que os não cumpridores das medidas de lei e regulamentadas em vigor sejam sancionados. Há lei para isso, mas não diz para matar. O cidadão não deve temer a Polícia, em circunstância alguma. O cidadão, neste país, escudado por uma Constituição que respeita a vida, tem de estar absolutamente consciente e descansado, um polícia nunca deve ser agente da morte.

Punir cada polícia que exagere no uso da força, ao ponto de se tornar letal, não é o suficiente, há que levantar um debate intenso e extensivo na sociedade e sobretudo no sei da corporação. Há que falar, falar e voltar a falar. Há que ensinar tudo outra vez e mais outra e outra. Direitos humanos e respeito pela vida humana são lições que cada agente e cada cidadão deve ter na ponta da língua. Isto não significa promover um Estado fraco, antes pelo contrário. A lei deve ser imposta com toda a sua força, mas não saindo por aí a bondar, como foi no Domingo no Prenda.

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