90% Dos Luandeses considera que aulas devem reiniciar só em 2021

90% dos Luandeses considera que o reinício das actividades lectivas, suspenso desde o dia 9 deste mês, deve acontecer apenas no próximo ano lectivo, atendendo ao aumento de casos de Covid-19, revela um estudo desenvolvido pela Marktest Angola tornado público ontem

O estudo, realizado entre os dias 9 e 13 de Julho, a que OPAÍS teve acesso, esclarece que 7,1 por cento dos entrevistados é de opinião de que as aulas devem retornar em Setembro, 1, 7 por cento é apologista de que o retorno deve ser imediato e 0,4 defende que tal aconteça a 10 de Agosto.

Os pesquisadores entrevistaram 447 habitantes desta província que regista actualmente 576 casos positivos, dos quais, 27 óbitos, 124 casos recuperados e 425 casos activos. Quantas às medidas de prevenção da pandemia da Covid-19 que entraram em vigor no dia 9 do corrente mês, 75 por cento dos entrevistados apoiam, tendo em atenção os seus benefícios.

Neste grupo, 42 por cento considera-as preventivas e 25 por cento que visam evitar a proliferação do novo Coronavírus. Há ainda 13,8 por cento considerando-as bem-vindas pelo facto de as pessoas serem negligentes e não as cumprirem e 7,5 diz ser o melhor para a população.

Uma margem muito pequena, de 4,5%, invoca o facto de o vírus ser muito perigoso e mortífero. No entanto, 8 por cento dos entrevistados não concorda com as novas medidas em vigor.

Dentre eles, 20 por cento entende que são prejudiciais devido à redução de dias de venda, 17 por cento considera que provocam dificuldades económicas, “traduzidas em sofrimento e falta de alimentos”, e 14 por cento diz não haver necessidade de implementar novas medidas. A aplicação de multas, no entender de 9,5 por cento dos inquiridos, não deveria ocorrer.

No entender deles, as autoridades deviam apenas chamar atenção aos prevaricadores e vigiar. Existem outros que alegam não concordar por motivos como estar a provocar a redução do número de passageiros nos táxis, a inexistência de moto-taxistas, a redução de postos de trabalho e que tais medidas deveriam ter sido tomadas antes, não agora. Há ainda quem explique a situação que o país vive como o resultado de se terem aberto as fronteiras dias depois de encerradas (em Março).

Uma margem muito pequena, de 3 por cento, defende que as autoridades deveriam voltar a declarar o estado de emergência para os cidadãos ficarem em casa. Como a maioria dos inquiridos, na ordem dos 54 por cento, anda de táxi, foram instados a responder se os motoristas estão a respeitar os números de passageiros permitidos por lei e 82 por cento respondeu positivamente.

Uso de máscaras O estudo diz que 72 por cento dos habitantes de Luanda só usa mascara de pano do Congo para se prevenir da Covid-19. Entretanto, em relação à higienização da mesma, cerca de 92 por cento afirmaram que as usam um dia antes de as lavar.

Em utilização de máscaras cirúrgicas, cerca de 96 por cento dos utilizadores também afirmaram que as usam apenas um dia. Dentre eles, 61 por cento diz que as deita fora e 39 por cento as reutiliza, lavando-as.

19 Por cento das pessoas afirmam que utilizam os dois tipos de máscaras. “Em relação ao modo como as autoridades sanitárias estão a proceder face à pandemia, cerca de 65 por cento considera que está a proceder bem ou muito bem e cerca de 11 por cento refere que está a proceder mal ou muito mal. 24 Por cento dos Luandenses não conseguem avaliar, ou não querem avaliar se as autoridades estão a proceder bem ou não”, lê-se no estudo.

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