Angolanos retidos no Brasil pelo Coronavírus voltam para casa

Os mais de duzentos angolanos retidos no Brasil por causa da suspensão de vôos internacionais, provocada pela disseminação do novo Coronavírus no mundo, deverão desembarcar em Luanda nesta Quinta-feira (16), de acordo com declarações de uma fonte consular angolana país sul-americano.

Os angolanos embarcam em São Paulo num vôo de volta da TAAG, que teria sido contratado pelo governo brasileiro para levar cidadão brasileiros que estavam em Angola.

O grito de socorro dos angolanos foi respondido há poucos dias quando o embaixador angolano no Brasil deslocou-se pessoalmente de Brasília a São Paulo, reuniu-se com representantes do grupo de retidos, na companhia de autoridades consulares de Angola sediadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo informação de Nilza Cristina, que participou no encontro.

Na reunião comunicou a decisão do Governo angolano de levar de volta os angolanos para casa. Nilza Cristina é uma dos 234 angolanos que estarão de volta; ela tinha terminado o curso de especialização em Cirurgia e Traumatologia Maxilo-Facial quando acabou por ficar “presa” pela situação da pandemia.

Em declarações de apelo recentes, ela disse que vinham “enfrentado dias de verdadeiro terror” em que as condições de sobrevivência eram “insustentáveis”, devido à falta de meios (dinheiro) para continuarem no Brasil.

Muitas dessas pessoas são consideradas do grupo de risco e, por isso, vulneráveis à contaminação. Muitos abandonaram os hotéis e os apartamentos por falta de pagamento e vinham contando com a ajuda de amigos.

Além das pessoas que se deslocaram para tratamento médico, o grupo de angolanos é composto por estudantes com seus cursos já concluídos, turistas, mulheres com recém-nascidos e comerciantes. Todos eles tinham condições de regressar ao país para ficaram presos pelas medidas de isolamento impostas pela Covid-19.

Os angolanos estão a regressar do maior foco de disseminação da Covid-19 na América do Sul e segundo país mais contaminado no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Até ao dia 15 de Julho, as estatísticas registavam um milhão 926.824 pessoas contaminadas, 1 323.425 recuperadas e 74.133 mortes.

N. Talapaxi S., em São Paulo

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