Após sanções da China contra EUA, caça F-35 seguirá sem materiais de terras raras

A China tem intenção de interromper o fornecimento de recursos, incluindo metais de terras raras, necessários para as actividades de produção da corporação norte-americana Lockheed Martin.

Caso as sanções sejam impostas à empresa norte-americana, isso poderia causar a estagnação da produção da indústria aeronáutica dos EUA.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, afirmou que a China decidiu impor sanções à Lockheed Martin devido ao acordo entre Washington e Taiwan, que inclui a manutenção de mísseis anti-aéreos PAC-3, fabricados pela empresa.

Com as sanções impostas, o país asiático restringiria o fornecimento de matérias-primas, como metais, não metais e minerais.

Além disso, outros fabricantes e projectistas de sistemas também podem ser impedidos de negociar com a Lockheed Martin, como parte das sanções.

De acordo com o Global Times, diversos projetcos serão atingidos pelas sanções, incluindo os importantes caças F-35 e os mísseis Patriot.

A China ocupa 80% do mercado de importações de terras raras norte-americano. As autoridades chinesas pretendem romper todos os laços comerciais com a Lockheed Martin, excluindo completamente a corporação da cadeia de fornecimento, informa o Global Times.

Esta não é a primeira vez que os chineses sancionam os produtores de armas norte-americanos envolvidos na venda de armas para Taiwan. Em 2019, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sancionaria as empresas norte-americanas que participassem na venda de armas a Taiwan.

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