Carta do leitor: Circulação comunitária

Por: Mário Cardoso
Calemba

Parecia ser coisa de outro mundo para muitos. Chegou até a ser questionado por muitos, isto é, se o país já estaria ou não a viver a contaminação comunitária. Houve relatos e até depoimentos de indivíduos que julgavam ser uma coisa boa e que, talvez, depois disso, o país fosse encontrar um melhor caminho para combater a Covid-19.

Infelizmente, hoje, 15 de Julho, o país anunciou, através do ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança, que já existe a transmissão comunitária. Isso significa que, apesar das responsabilidades que o Estado tem, a eliminação da transmissão dependerá sobretudo da actuação dos cidadãos, aqueles que diariamente circulam e fazem circular o vírus.

A partir de hoje, quer se queira, ou não, não há como deixar se se actuar com maior dureza para que não criem problemas maiores. Afinal, quem tem circulado por Luanda, sobretudo, sabe que o problema não está apenas ao nível das autoridades, mas também de todos que vivem como se nada estivesse acontecendo. Há que nesta fase quem organize festas, faça actividades proibidas, como se as suas acções não fossem ter qualquer incidência na propagação da doença.

Acredito que terá terminado o tempo de se apontar apenas apo Executivo os males que vamos vivendo. Devemos também pensar no que estaremos a fazer para que a situação não saía do controlo. Que Deus proteja Luanda e os que aqui vivem

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