A resposta da IURD

Já alguém reparou? A resposta da Igreja Universal do Reino de Deus, pelo áudios que vão circulando nas redes sociais e por pequenos filmes noticiosos do canal de televisão que lhe é associado, não vai para os pastores angolanos, que já estão amaldiçoados e os seus filhos que não poderão ter depois da vasectomia, nem para a justiça angolana, porque aí talvez se sinta à vontade, vai para o poder político. O que se diz é que os rebeldes (os tais pastores angolanos) contam com a protecção do Estado e da Polícia para tomar património “privado”. Dizem até que os seus problemas põem em causa a relação entre os dos Estados e os negócios entre os dois países, como se o Brasil todo fosse IURD e como se Angola toda fosse uma pastoral rebelde.

Isto de brigas dentro da igreja não é coisa nova nem em Angola, nem no Brasil, nem no mundo. Os fiéis logo saberão como resolver o assunto. Aliás, a própria IURD que diga quantas cisões já teve no Brasil e quantas outras igrejas nasceram com os “rebeldes brasileiros”.

O que interessa focar, no entanto, é a causa da maka em Angola. Houve ou não crimes praticados por pastores e bispos da IURD em Angola? Se não houve, que a justiça faça por ficar tudo bem.

Houve ou não vasectomia? houve ou não publicidade enganosa para sacar dinheiro dos fiéis? houve ou não lavagem e evasão de capitais?

Se os houve, então que venham os problemas com o Estado brasileiro e que se belisquem as relações até diplomáticas, mas os bispos da IURD devem ser levados ao tribunal, ou todo o esforço de moralização da sociedade que o Governo faz cairá por terra.

Mas também sabemos que esta resposta supostamente pressionando o Estado tem destinatários: alguns agentes do Estado, do porder.

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