Covid-19 infecta mais 49 pessoas e Saúde recupera 11 em 24 horas

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, revelou, ontem, à imprensa, que foram detectados mais 49 novos casos de Covid-19 e recuperaram 11 dos mais de 300 casos activos, perfazendo totais de 687 infectados, com 210 recuperados e 29 mortes.

O governante recordou que o país está perante o caso de circulação comunitária do vírus SARS-CoV-2 em Luanda e os dados mais recentes apontam que a exposição ao mesmo é de quatro em cada 100 pessoas, com base na testagem rápida serológica que se conclui há dias.

Franco Mufinda disse que, em comparação com Luanda, algumas províncias do país reportaram alguns números menores da referida exposição, como é o caso da Huíla, Benguela, Cabinda e Lunda-Norte.

Por essa razão, explicou que urge a necessidade de reduzir o tempo de exposição em aglomerações nos mercados e paragens de táxis. Ou seja, deve-se reduzir cada vez mais o tempo de exposição, uma vez que a permanência nesses meios aumenta a probabilidade de contaminação.

“Esta medida só terá o seu impacto se a gente associar as medidas de sempre: o uso obrigatório da máscara, a lavagem com frequência das mãos com água e sabão, o uso do álcool-gel e, sobretudo, observar o distanciamento físico e a não violação das cercas sanitárias”, advertiu.

Com esta alteração epidemiológica de dados, o país passa a ter um acumulado de 687 casos confirmados, mais 49 em relação ao dia de ontem, dos quais 29 óbitos, 210 recuperados, incluindo 11 registados ontem e 448 activos. Destes, 11 requerem cuidados especiais, sendo que seis estão em estado crítico, cinco com a ventilação mecânica invasiva e um com oxigenoterapia: Os restantes estão clinicamente estáveis.

Nas últimas 24 horas foram processadas 2.515 amostras, das quais resultaram 49 positivas e 2.466 negativas. Em termos de distribuição geográfica de casos, os municípios mais afectadas são a Maianga, Viana, Sambizanga, Ingombota e Kilamba Kiaxi.

“Até esta data, conseguimos receber 53.111 amostras, das quais 687 positivas, 46.614 negativas e temos pouco mais de cinco mil em processamento”, frisou.

2.425 testes rápidos com 117 reactivos

No capítulo da testagem rápida, disse que, nas últimas 24 horas, foram realizados 2.425 testes rápidos serológicos, dos quais 117 foram reactivos, o que significa que quase cinco em cada 100 pessoas rastreadas estiveram expostas ao SARS-CoV-2.

Disse que já se realizaram, no total, 21.987 testes rápidos serológicos, em que 1.005 foram reactivos, o que significa que 4.5 em cada 100 pessoas rastreadas estiveram expostas ao SARS-CoV-2.

Franco Mufinda esclareceu que 908 pessoas observam a quarentena institucional em todo o país e nas, últimas 24 horas atribuiu-se alta a 64 pessoas, sendo 29 na província de Luanda, 13 no Bié, nove no Moxico, oito do Uíge, três no Cuando Cubango e no Cuanza-Norte duas.

Neste momento, existem 1.460 casos suspeitos investigados, enquanto os contactos sob investigação somam 3.832 pessoas.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, nas últimas 24 horas, 76 chamadas, das quais três denúncias de casos suspeitos de Covid-19, uma denúncia de violação do estado de calamidade e 72 pedidos de informação sobre o vírus.

Entre as actividades realizadas por províncias, foram reportadas algumas, como a formação de técnicos e o envio de amostras para a confirmação de alguns casos reactivos das províncias de Benguela, Cabinda e Lunda-Norte.

Supostos marginais tentam facturar com a Covid-19

Franco Mufinda apelou uma vez mais às pessoas que estão em quarentena institucional, viajantes e pessoas na condição de contactos de casos positivos para não aceitarem nenhuma forma de extorsão de dinheiro.

Fez saber que existem pessoas que têm estado a contactar viajantes de voos humanitários e contactos de casos positivos cobrando de 50 a 600 mil kwanzas, quer para ter alta precoce, quer para testagem rápida.

“Queremos aqui adiantar que as únicas entidades para acompanhamento e testagem são as autoridades sanitárias, na base de laboratórios específicos. Não há cobrança. Recordamos que os cuidados de saúde em Angola são gratuitos. Vimos a público solicitar logo a denúncia de um registo deste género”, denunciou.

No entanto, alertou as pessoas a tomarem cuidados, tendo em conta que estão a circularem nas redes sociais informações falsas.

De recordar que o novo Coronavírus (SAR S-CoV-2), responsável pela pandemia da Covid-19, surgiu na China em Dezembro em 2019. O surto espalhou-se pelo mundo e vitimou centenas de milhares de pessoas, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia global.

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