Música tradicional de três regiões do país “invadem” palco do Live no Kubico

A música da região Norte de Luanda, com Baló Januário, de Malanje, com Tunjila Tuajokota e do Uíge com Socorro “invadem” o palco do projecto Live no Kubico, numa iniciativa da TPA e do portal Platinaline, cujo mote é arrecadação de cestas básicas para famílias vulneráveis

 

Baló Januário, Tunjila Tuajokota e Socorro preenchem o cartaz deste Domingo, a partir das 14 horas, no prosseguimento do projecto Live no Kubico, uma iniciativa da Televisão Pública de Angola e do portal Platina Line, com vista à angariação de cestas básicas para os mais necessitados.

Além de ser uma tarde solidária, no sentido de ajudar com alimentos algumas famílias, o momento serve de descontração e apreciação da música nacional, em que, neste particular, vão ser evidenciados o folclore angolano nos seus géneros mais típicos.

Por essa razão, fruto da nova divisão administrativa da província de Luanda e Bengo, o antigo território que pertencia à província do Bengo (Quiçama), passou oficialmente a integrar a cidade capital. Por esse motivo, o ritmo que daí vem a “Cabecinha” é hoje do Norte de Luanda.

Música tradicional de três regiões do país “invadem” palco do Live no Kubico Resolvida que está essa questão, os angolanos e apreciadores da sua cultura vão dançar ao som destes estilos, além da Cabecinha, do Diembe, Madurma, Mbandango e Dibanga da província de Malanje, sob o comando do quinteto Tunjila Tuajokota e da “sukussa”, “belissango”, com o músico Socorro na mó de cima.

À semelhança dos concertos anteriores, a expectativa uma vez mais está em alta, pois será um momento de acção solidária que vai combinar com a unidade e manutenção das famílias em casa, de modo a evitar-se a exposição e assim prevenirem-se do vírus invisível da Covid-19.

Pelas redes sociais, a azáfama é grande por mais uma proposta que leva a revisitar o tecido cultural angolano, através das suas várias manifestações cantadas, desde lamentos, cerimónias fúnebres, momentos festivos e ainda o quotidiano.

Reportório

Do músico Baló Januário, o público aguarda entre outros sucessos “Pedra no Sapato”, “Boca na botija”, “A culpa é minha”, “As miúdas d’agora” resultantes dos álbuns “Macandumba”, lançado em 2003, “Ubeca uami”, em 2011, e “Boca na botija”, em 2014.

Já do quinteto malanjino, Tunjila Tuajokota, acredita-se que não vão deixar de interpretar os temas “Mana Mena”, “Americo”, “Amor”, “Ai wé mama”, temas que desde o ano 2000 têm agitado diversas pistas de dança dos álbuns “Yosso Ikuma”, “Kiwkamba Kiwtobessa”, “Kiaxa Akwko” e “Kwdiva”.

Por sua vez, Socorro com temas maioritariamente cantados em português e Kikongo, esta última sua preferência, conta com os álbuns originais “Meu dever”, “Kuvata dietu”, “Nzimbo”, “Ikwma”, em que ressaltam os temas “Indingana”, “Nyanama”, “Luanda”, “Ya banza” e tantas outras.

O projecto

A iniciativa que tem vindo a dar resultados positivos desde a sua implementação, face ao período de confinamento, tem levado alegria a muitas famílias quer com bens alimentares quer como pela recreação.

Desse modo, para esta causa já passaram os músicos Matias Damásio, Yola Semedo, Puto Português, Edmásia Mayembe, Euclides da Lomba, Patrícia Faria, Calabeto, Filho do Zua, Walter Ananás, Heavy C, Dom Caetano, Telma Lee, Bambila, Irmã Joly, Glória Silva, Dodó Miranda e as três gerações do Semba com Bonga Kwenda, Paulo Flores e Yuri da Cunha.

Antes da edição que entra em cena amanhã, Justino Handanga e Sabino Henda, foram os últimos a passar por aquele palco.

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