“Testes rápidos poderão ser feitos nas entradas e saídas de Luanda”

Em entrevista, o director municipal da Saúde de Luanda, Manuel Varela, anunciou, ontem, na Escola Nacional de Saúde Pública, que está a ser feito um estudo para testar os cidadãos nos controlos de entrada e saída da capital do país

O responsável explicou que está em estudo a possibilidade de se levar os postos de testagem para as saídas e entradas de Luanda, de forma a facilitar a vida do cidadão credenciado para transportar mercadorias. Apesar de haver alguma dificuldade de pessoal e que em breve se vão pronunciar sobre o assunto.

“A nível da testagem, hoje estamos bem. Nós aumentamos a capacidade de pessoal para testagem e de registo. Desta forma, temos vinte mesas para testagem”, revelou.

Por outro lado, reconheceu que estão mais organizados em relação aos dias anteriores e as filas estão a fluir sem qualquer constrangimento.

Manuel Varela apelou àquelas pessoas que nos dias anteriores não conseguiram fazer o teste para que tenham calma, uma vez que as autoridades estão atentas aos pontos de testagem, de forma antecipada, prometendo melhor a organização para responder às necessidades.

“Entendam que estamos numa situação de transmissão comunitária, temos de ter olhos para todos os campos, não só a nível da testagem, mas também na mobilização para a prevenção, de forma a conter os números de casos que venham a aumentar”, advertiu.

Mudando de assunto, o responsável pediu aos motoristas que ainda teimam em violar a cerca facilitando a entrada e saída de pessoas em troca dinheiro, que tenham consciência de que esta doença é muito perigosa e pode custar a vida de pessoas.

“Nós estamos todos engajados para responder àquilo que é a nossa parte. Esperamos que os munícipes respeitem a nossa posição. Cumpram as normas de bio-segurança que temos vindo a passar”, frisou. Acrescentou de seguida: “fiquem em casa. Saíam apenas em caso de extrema necessidade. Respeitem o distanciamento físico e evitem aglomerados, desta forma poderemos preservar o bem mais precioso que é a vida”, alertou.

Por outro lado, o camionista interprovincial Pascoal Domingos disse que não teve dificuldades para fazer o teste. “O processo aqui decorre muito bem e estão a atender toda a gente. Estamos felizes com o trabalho que o Ministério da Saúde está a fazer”, disse.

Por sua vez, Eduardo Tidi, motorista há 12 anos, contou que tentou fazer o teste no dia anterior, mas sem sucesso, e para felicidade dele, ontem, na segunda tentativa, conseguiu, apesar de ter esperado duas horas. “Já tenho o teste nas mãos, apesar da demora, gostei do serviço prestado”, reconheceu.

Um outro, comerciante, que também se mostrou satisfeito é Mansarey Hamed, que ao receber o resultado negativo do seu teste sentiu um alívio, uma vez que a família também estava aflita.

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