Há 15 pacientes de Covid-19 em estado crítico ligados a ventiladores

Há 15 pacientes de Covid-19 em estado crítico ligados a ventiladores

Franco Mufinda informou, na habitual apresentação diária do balanço da situação epidemiológica no país, que foram confirmados, nas últimas 24 horas, mais 18 novos casos de Covid-19 em Luanda e 11 pacientes recuperaram, dos quais 10 são da província do Cuanza-Norte.

Quanto ao género, esclareceu que 14 são do sexo masculino e os restantes são do sexo feminino.

No entanto, recordou que Angola está perante a circulação comunitária do vírus SARS-CoV-2 que causa a Covid-19 e que numa amostra aleatória em conglomerados de Luanda notou-se que há pessoas sem histórias de pertencer aos cordões sanitários de viagens em países “de risco de contágio”, que revelam contacto com o vírus.

Trata-se de contactos de casos positivos que ilustram que uma em cada 25 pessoas teria tido a exposição ao vírus SARS-CoV-2. “Sendo assim, urge a necessidade de redobrar a vigilância de forma individual. Apelamos à redução do tempo de exposição ao vírus. Esta exposição pode ser expressa por longo tempo em algumas aglomerações como mercados, paragens e outros sítios que congregam mais pessoas”, alertou.

Por outro lado, Franco Mufinda advertiu que essas medidas devem ser sempre acompanhadas do uso obrigatório da máscara, a lavagem com frequência das mãos com água e sabão, bem como o uso do álcool-gel, a observância do distanciamento físico, a não violação da cerca sanitária e, sobretudo, a responsabilidade individual e colectiva.

Com estes casos, a estatística indica um total de 705 casos confirmados, com 221 recuperados, 29 mortos e 455 activos, dos quais 15 estão em estado crítico com ventilação mecânica invasiva e destes três necessitam de hemodiálise e um requer oxigenoterapia. Os restantes estão clinicamente estáveis.

Covid-19 concentrada na faixa etária dos 20 a 69 anos de idade

Franco Mufinda revelou que em Angola a Covid-19 está concentrada na faixa etária dos 20 aos 69 anos de idade, observando a predominância do sexo masculino.

Entre os casos activos, num total de 455, segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, 89 por cento são assintomáticos. “E a nossa fotografia do momento reporta o facto de que 11 por cento das pessoas que padecem da Covid-19 são sintomáticas e 89 por cento são assintomáticas”, revelou.

O governante explicou que em termos laboratoriais, em análises da biologia molecular, o país processou, nas últimas 24 horas, 450 amostras, dos quais 18 foram positivas e 432 negativas. No total, há um acumulado de 53.893 amostras recebidas sendo que 705 são positivas, 47.049 negativas e o restante se encontra em processamento.

Em termos de distribuição geográfica de casos, os municípios mais afectados são Ingombota, Maianga, Talatona, Cazenga, Cacuaco e Viana.

380 testes serológicos com 31 reactivos

No que tange a testagem rápida no período em referência, foram realizadas 380 testes serológicos, dos quais 31 foram reactivos, o que significa que 8.1 em cada 100 pessoas rastreadas estiveram expostas ao SARSCoV- 2 segundo os especialistas.

Já no total de testes serológicos rápidos realizados até a data presente são 22.367, dos quais 1.036 foram reactivos, o que se significa que 4.6 em cada 100 pessoas rastreadas estiveram expostas ao vírus.

Franco Mufinda disse, por outro lado, que a quantidade de pessoas em quarentena institucional em todo o país é de 943, sendo que, no período em referência, 43 pessoas receberam alta, das quais três na província de Luanda, 19 em Cabinda, sete no Uíge, seis em Benguela, quatro no Bié e outras quatro no Huambo.

Actualmente existem 1.460 casos suspeitos investigados, enquanto 3.832 são contactos sob vigilância. O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) teve, nas últimas 24 horas, um registo de 75 chamadas, das quais três denuncias de casos suspeitos de Covi-19, duas denuncias de violação do estado de calamidade e 70 pedidos de informação do vírus.

Entre as actividades realizadas por províncias foram reportadas, as de rastreios nos bancos de urgência, em centros de quarentena e tratamento e também actividades atinentes a formação dos profissionais de saúde, de comunicação, educação e formação da comunidade quanto a Covid-19.